O salário mínimo de R$ 1.621 não é suficiente para cobrir as despesas básicas da maioria dos leitores do Campo Grande News . De acordo com a enquete deste sábado (18), 95% dos votantes apontam que, com o valor em vigor em 2026, não dá para pagar o aluguel, água, luz, transporte e alimentação de uma família. Somente a cesta básica consome mais da metade desse valor. É o que aponta boletim divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Na Capital sul-mato-grossense, os 13 itens considerados básicos para a alimentação de uma família custam R$ 805,93. Isso significa que, em março deste ano, o trabalhador assalariado de Campo Grande precisou trabalhar 109 horas e 23 minutos para adquirir a cesta básica. Esta é a realidade de cerca de 62 milhões de pessoas. Segundo levantamento do Dieese, feito em dezembro de 2025, três em cada 10 brasileiros estão nessa faixa de renda no país. Reajuste - Para 2027, o salário mínimo terá aumento de 5,9%. O valor está previsto no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, enviado ao Congresso Nacional na última quarta-feira (15). O que significa um aumento de R$ 96, chegando ao valor total de R$ 1.717. A proposta, que funciona como base para a elaboração do Orçamento, ainda será analisada pela CMO (Comissão Mista de Orçamento) e deve ser votada até julho. O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, baseada na inflação e no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), mas o valor final dependerá da consolidação de índices como o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .