Em reunião, veranistas de Tramandaí cobram das autoridades mais segurança
Temendo que se ampliem os casos de assaltos à mão armada nos balneários de Tramandaí, veranistas de Jardim Atlântico e Jardim do Éden reuniram-se na manhã de sábado para reivindicar às autoridades mais segurança. Encontro foi solicitado pela comunidade após a morte de Alexandre Bueno, 51 anos, baleado na semana passada em um assalto na Rua Bem Me Quer, em Jardim Atlântico .
Ao longo da reunião, os veranistas pediram providências da prefeitura com relação a uma área invadida, chamada de Portelinha, cuja ocupação tem gerado insegurança na comunidade. Segundo o secretário de Obras, Antônio Rodrigues, a prefeitura já tomou as providências que poderia, restando agora aos proprietários da área e ao Poder Judiciário fazerem suas partes.
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Uma das medidas de prevenção adotadas no encontro foi a formação de um grupo no WhatsApp para que veranistas e Brigada Militar tenham mais interação.
Um texto enviado pela esposa de Alexandre Bueno, Cristiane Cordal, foi lido durante a reunião. Na carta, ela explicou que não poderia estar presente no encontro e aproveitou para pontuar assuntos que gostaria que entrassem na pauta, como mais policiamento na área. Também pediu apoio às pessoas em situação de vulnerabilidade.
"Durante dois meses ao ano, nós, veranistas, invadimos o território que eles ocupam durante todo o ano e exibimos nossas famílias perfeitas, recursos que possuímos, enquanto eles vivem na escassez. Este cenário incita a revolta, evidencia a injustiça e gera violência, principalmente nos jovens que vivem cercados no ter e do ser, por encontrarem-se em local de tão parcos recursos", escreveu.
Estiveram no encontro os secretários de Obras, Antônio Rodrigues, de Segurança, Álvaro Butelli, e Distrital da Zona Sul, Renildo Chagas, além do presidente do Consepro da Zona Sul, Carlos Garcia, e do capitão da Brigada Militar, Heraldo Leandro dos Santos.