Zircon, o míssil russo temido pelos porta-aviões
Em maio, o míssil hipersônico russo antinavios Zircon atingiu a maior velocidade na história dos mísseis de cruzeiro, chegando a quase 9,8 mil quilômetros por hora, de acordo com fontes da agência de notícias TASS no setor militar. O marco é quase 8 vezes maior que a velocidade do som, o Mach 8. Com alcance efetivo de 400 quilômetros, o novo míssil pode atravessar essa distância em apenas 2 minutos e 30 segundos. De acordo com o jornal britânico The Independent, o sistema Sea Ceptor, da Marinha Real Britância pode interceptar mísseis a uma velocidade bem menor, de até 3.700 km/h. Tim Ripley, observador militar da revista Jane Defense Weekly, disse ao jornal alemão dw.com que o Zircon “poderá reduzir consideravelmente o tempo de reação das unidades militares ocidentais para usar seus sistemas de defesa e contra-ataque".
O ex-comandante da Marinha russa almirante Víktor Tchirkov, disse a meios de comunicação russos que, em 2020, o país planeja criar um "grupo de dissuasão estratégica não nuclear", equipado com armas de alta precisão e de longo alcance. Segundo ele, isso significa que os mísseis Zircon serão entregues à Forças Armadas russas durante os próximos três anos. O analista militar Konstantín Sivkov afirma que os navios militares russos equipados com os novos mísseis poderão destruir até porta-aviões da Otan. As informações divulgadas sobre o Zircon por militares e analistas russos não foram desmentidas pelo Ministério da Defesa do país. Esse, por sua vez, divulga apenas que o Zircon será entregue à Marinha em 2018 e será instalado em diversos submarinos e navios de classe superior, que serão modernizados para transportar esses mísseis – entre eles, o porta-aviões russo Almirante Kuznetsov, destróieres da classe Líder e o submarino de quinta geração Husky. Segundo o vice-primeiro-ministro russo Dmítri Rogôzin, primeiro alto funcionário a confirmar os testes do Zircon, “o míssil pertence a uma nova geração de armas que pode romper todos sistemas de defesa antiaéreas". O editor do portal militaryrussia.ru, Dmítri Kornev, disse à Gazeta Russa que, durante os testes, os mísseis foram lançado do submarino Severodvinsk. Segundo ele, isso significa que os engenheiros russos já conseguiram instalar os mísseis em submarinos e navios russos.