Aos 89 anos, vovó da Sibéria viaja sozinha ao redor do mundo
“Comecei a viver de verdade apenas agora”, diz, sorrindo, a vovó de Krasnoiarsk, cidade siberiana a mais de 3.200 km de Moscou. Para realizar os planos, Ierkhova reserva mensalmente o equivalente a 10 mil rublos, ou US$ 155, da aposentadoria.
Em sua juventude, porém, a siberiana não costumava viajar “por falta de tempo”, conta. Além disso, quando tinha apenas 15 anos, a Alemanha invadiu a URSS, e Ierkhova deixou o trabalho em uma fazenda coletiva para atuar nos serviços do fronte.
“Passada a guerra, era hora de reconstruir o país arrasado”, recorda. “E, mesmo depois que a Cortina de Ferro foi rompida, os cidadãos soviéticos só podiam sonhar em viajar para os países capitalistas”, continua.
Até aquela época, Ierkhova tinha sido capaz de visitar apenas as várias partes da União Soviética: São Petersburgo, Lituânia, Cazaquistão. As viagens para além dos países do ex-bloco comunista começou quando a vovó fez 83 anos, embora já tivesse tempo e algum dinheiro reservado para iniciar suas andanças.