No dia em que não (enxergo o que) produzo, me sinto mal. Tem dias em que não consigo escrever mais do que uma página, não busco filho na escola, não molho a camisa de suor, não visito meus pais, não participo de nenhuma reunião. Sou cobrada por uma voz utilitarista profissional-doméstico-familiar-social que não tolera um minuto sem algum vestígio de utilidade e vive contabilizando os resultados em pequenos checks dopamínicos. Feito. Feito. Feito. Para essa voz histérica e estridente, sem algum desempenho nomeável, o dia não vale.
Leia mais (11/07/2026 - 23h00)