Em "Simplesmente Eu,
Clarice Lispector", o desafio de transpor a densidade silenciosa da
literatura para a extroversão inevitável do palco encontra uma solução inesperada: em vez de tentar explicar Clarice, o
teatro a flagra no ato de se inventar. Beth Goulart, idealizadora do projeto, compreendeu que a autora de
"Água Viva" não habitava a crônica biográfica, mas os vãos entre as palavras. Ao transformar a reclusão literária em matéria física, a montagem investiga o peso que o pensamento exerce sobre o corpo.
Leia mais (06/16/2026 - 11h00)