A Pandora, do mito grego, nunca abriu uma caixa. Ela abriu um pithos, jarro de barro para guardar grãos e vinho. A caixa é obra de Erasmo de Roterdã, que no século 16 verteu a palavra como pyxis, a tal da caixa. De lá para cá ficou valendo a tradução, não o original. É um bom retrato de como, às vezes, a versão que se consagra se afasta daquilo que estava na origem.
Leia mais (06/05/2026 - 22h00)