Mãe e filho vão a júri popular por matar adolescente de 14 anos em frente a escola de Anápolis
A mãe e o filho (Maria Merces e Kaio Rodrigues) são julgados na manhã desta quarta-feira, 22, no Novo Fórum de Anápolis. Ambos são acusados pelo assassinato do adolescente Nicollas Lima, de 14 anos, em 2024, na frente de um colégio estadual.
Ambos estão presos preventivamente desde a época do caso, com o julgamento marcado após os recursos da defesa terem sido negados pela Justiça.
Além do homicídio consumado de Nicollas, ambos são acusados de dupla tentativa de homicídio contra outros dois adolescentes, enquanto a mãe sofre a acusação paralela de corrupção de menores por envolver o filho menor João Gabriel nas agressões.
Relembre o caso
No dia 20 de fevereiro de 2024, um grupo de adolescentes se encontrava em frente ao Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, no Parque Calixtópolis I, em Anápolis.
No local estavam Nicollas com um grupo de amigos, quando aparece Maria Merces Rodrigues e o filho Kaio Rodrigues, de 43 e 20 anos na época, respectivamente, armados com um martelo e uma faca.
Em câmeras de videomonitoramento compartilhadas pela Polícia Civil, é possível observar a dupla interagindo com a vítima e os colegas antes da briga generalizada. Em determinado momento, ofensas e empurrões são desferidos, escalando para conflito com golpes de martelo e facadas desferidas à vítima, que colapsa logo após os golpes.
Além de Nicollas, outros dois adolescentes sofreram lesões graves, sendo os jovens Guilherme Sidney Soares (atingido no abdome) e Pedro Henrique Rodrigues de Melo (atingido no peito).
Briga por ciumes
Segundo o relatório da Polícia Civil, utilizado pelo Ministério Público para fazer a acusação, o conflito começou cerca de um ano antes, devido ao ciúme de Guilherme Sidney em relação à amizade de sua namorada com o adolescente João Gabriel, filho mais novo de Maria. “Devido à aproximação de sua namorada com o adolescente e colega de classe João Gabriel, a vítima Guilherme, motivado por ciúmes, iniciou um desentendimento com ele”, escreveu o juiz Fernando Augusto.
As ofensas e ameaças entre as partes teriam perdurado por aproximadamente um ano, incluindo a inclusão de Kaio em defesa do irmão, trocando novas ameaças e ofensas nas redes sociais, como o Instagram.
Na véspera do crime, uma “live” na rede social serviu para marcar uma briga para o dia seguinte na saída da escola. “Em frente ao Colégio, após o fim das aulas, o denunciado Kaio teria dito em tom de ameaça que ‘queria ver quem iria triscar a mão’ no seu irmão João Gabriel.”
Maria Renata, ciente da briga, solicitou à escola que João Gabriel só fosse liberado em sua presença, mesmo assim, dirigiu até o local levando Kaio e com as armas utilizadas no caso. Após a briga, os três fugiram no veículo, mas foram localizados e presos pela Polícia Militar em sua residência, onde as armas foram apreendidas.
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