Inteligência Artificial: ameaça ou promessa?
A definição se algo é uma ameaça ou uma promessa depende do referencial. Se um político afirma que irá acabar com a criminalidade em determinada região, isso é uma promessa para a população, mas uma ameaça para os criminosos.
A mesma dinâmica se impõem ao processo de desenvolvimento da Inteligência Artificial, certezas tem se tornado evidentes, dentre elas: “o mercado irá ser transfomado”, “a criação será mais importante que repetição”, “será preciso se reinventar”; isto tanto para áreas exatas e essencialmente técnicas como engenharia e programação quanto para setores mais reflexivos e de interação humana como a educação e o jornalismo.
Não é primeira vez (nem a última), que a humanidade enfrenta revoluções na forma de produzir riquezas e dividir o trabalho. Desde que o mundo é mundo, o humano pensa em maneiras de automatizar, facilitar e potencilaizar as tarefas necessárias para a existência e expansão das sociedades.
Pense, há milhares de anos, os carregadores de tronco afirmando “a roda irá acabar com nossa profissão”, ou, mais recentemente, os copistas falando isso sobre a máquina de escrever. As categorias não acabam, seguem a lei de Lavoisier “nada se cria, nada se destrói. Tudo se transforma”.
Por isso, o desenvolvimento da Inteligência Artificial pode ser uma ameaça a quem reluta mudar, resiste a se transformar e adaptar-se a uma nova realidade; mas para quem está disposto e preparado a dançar conforme a música, a promessa é de novos tempos, produções mais potencializadas, agéis e com um limite que ainda não conhecemos.
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