A defesa de Edson Barbosa de Araújo, proprietário da conveniência Alemão, alegou o uso diário de insulina e outros medicamentos para obter a liberdade provisória do empresário, preso em flagrante por vender e manter em depósito mercadorias em condições impróprias para consumo. O “Alemão” foi preso nesta sexta-feira (10), passou por audiência de custódia na manhã deste sábado e teve a liberdade concedida. Conforme apurado pela reportagem, a defesa informou no processo que o homem é idoso e possui diversas comorbidades, como diabetes tipo 1 e hipertensão. “Em razão de sua saúde debilitada e da idade avançada, postula a concessão de liberdade provisória, a fim de que possa responder ao processo em liberdade”, diz trecho do documento. O empresário foi preso após fiscalização da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul), Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul) e SIM (Serviço de Inspeção Municipal) no depósito e centro de distribuição do estabelecimento, localizado na Avenida Calógeras. Segundo o boletim de ocorrência, a ação teve início após o investigado ser abordado na MS-080, na área rural de Campo Grande, transportando 186 quilos de queijo caseiro sem rotulagem, selo de fabricação ou inspeção. A partir disso, foi aberta ordem de serviço para apuração. Durante a fiscalização no depósito, no Centro da Capital, foram constatadas diversas irregularidades, como armazenamento inadequado de queijos e outros produtos de origem animal, além da manipulação sem autorização dos órgãos competentes. Ainda conforme o registro, os produtos manipulados eram destinados à venda na conveniência. Ao final da ação, foram apreendidas 10,4 toneladas de alimentos irregulares, e o empresário foi preso em flagrante. Na manhã de ontem (10), o empresário relatou ao Campo Grande News que enfrenta dificuldades para adequar os produtos às exigências sanitárias, principalmente em relação à rotulagem e prazos de validade. Segundo ele, parte dos queijos comercializados não possui rótulo adequado, o que dificulta o controle exigido pelos órgãos fiscalizadores. Ele também alegou que o prazo de validade indicado pela indústria, após a abertura dos produtos, seria insuficiente para a logística de fatiamento, transporte e distribuição. “O produto chega, a gente fatia, embala e manda para a loja. Só nesse processo já se perdem alguns dias. Então colocamos uma data que garantimos a qualidade e a saúde do consumidor”, afirmou. O responsável ainda disse que o estabelecimento busca regularizar a situação junto aos órgãos competentes e que nunca houve registro de problemas de saúde relacionados aos produtos comercializados.