Hospital São Julião terá um reforço de cerca de R$ 1,5 milhão em recursos públicos por meio de aditivo ao convênio com a Prefeitura de Campo Grande, conforme publicação no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta sexta-feira (27). O aumento ocorre em meio a dificuldades financeiras enfrentadas pela unidade, que no ano passado precisou reduzir serviços, fechar leitos e demitir funcionários após a redução de repasses públicos. Do total anunciado, R$ 1.044.943,27 são recursos do Governo do Estado destinados ao custeio hospitalar, ou seja, para manutenção dos atendimentos, pagamento de equipe, compra de insumos e funcionamento da estrutura. Já R$ 491.950,00 são provenientes de emenda parlamentar federal indicada pela senadora Tereza Cristina (PP) e devem ser utilizados especificamente para ampliar a oferta de cirurgias oftalmológicas pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A publicação no Diário Oficial formaliza o repasse como um acréscimo ao convênio firmado em 2023 entre o hospital, o município e o governo estadual. Na prática, o termo aditivo apenas aumenta o valor repassado, mantendo as demais regras e obrigações já estabelecidas anteriormente. Em crise - O reforço financeiro ocorre após um período de crise no hospital. No final do ano passado , a falta de renovação de convênios com o Estado e o município provocou impacto direto na estrutura da unidade. Cerca de 40 trabalhadores foram demitidos após o encerramento de contratos que representavam perda de aproximadamente R$ 1,1 milhão em repasses mensais. Além das demissões, 24 leitos foram desativados, parte custeada pelo governo estadual e parte pelo município, que eram destinados principalmente a pacientes com doenças respiratórias encaminhados por unidades como UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), Pronto-Socorro e hospitais de alta complexidade. Na época, também deixaram de ser renovados convênios importantes, como o de atendimento em hanseníase e o de procedimentos oftalmológicos específicos, o que obrigou o hospital a readequar equipes, reduzir serviços e reorganizar a estrutura para continuar atendendo majoritariamente pacientes do SUS.