A Justiça do Paraguai começou a julgar nesta quarta-feira (25) o traficante Marcio Gayoso, o “Candonga”, e de três comissários da Polícia Nacional, presos em 2019 na Operação Norte, acusados de narcotráfico, corrupção e organização criminosa. Com atuação no departamento de Amambay, cuja capital é Pedro Juan Caballero, “Candonga” era ligado ao narcotraficante brasileiro Levi Adriani Felício, um dos maiores fornecedores de drogas para facções brasileiras, preso em território paraguaio em 2018 e extraditado para o Brasil. Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraguai, Marcio Gayoso era braço-direito do criminoso brasileiro e tinha a responsabilidade de negociar com os policiais da fronteira o pagamento de propinas para permitir atuação livre do bando. Os policiais que estão sendo julgados são Germán Alberto Arévalos, ex-chefe de investigações de Pedro Juan Caballero; René Alberto Aquino Giret, ex-chefe da 8ª Comisaria de Zanja Pytã; e Edelio Celso Loreiro Báez, ex-chefe da 1ª Comisaria de Pedro Juan Caballero. Tendo o juiz Federico Rojas como presidente, o julgamento ocorre no Tribunal de Sentença Especializada em Crime Organizado, em Asunción, capital do Paraguai. Preso na Penitenciária de Minga Guazú, “Candonga” participou da audiência do primeiro dia por videoconferência. Os três policiais também estão sob custódia e vão ser interrogados entre hoje e amanhã, data prevista para o final dos depoimentos. Quando a operação foi deflagrada, em 14 de outubro de 2019, 21 policiais paraguaios foram presos, mas apenas os três comissários foram denunciados. Os demais fizeram acordo para suspensão condicional do processo.