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Sobrevivente de tentativa de feminicídio, luta para endurecer punição a agressor

A voz é firme, mas carrega o peso de quem precisou renascer. Barbara Penna, que em 2013 sobreviveu a uma tentativa de feminicídio que vitimou seus dois filhos e um vizinho em Porto Alegre (RS), está em Campo Grande esta semana. Convidada para o Seminário In Company “Enfrentamento à violência doméstica e familiar - desafios e caminhos”, Barbara conta a sua história e sua luta por políticas públicas que deixem de revitimizar as sobreviventes de feminicídios.  Barbara foi incendiada, espancada e jogada do terceiro andar pelo ex-companheiro. O fogo no apartamento provocou a morte por asfixia dos filhos e de um vizinho de 76 anos que tentou ajudá-la. O algoz, que está preso, ainda representa uma ameaça à vida dela. De dentro do sistema penitenciário, a persegue pelas redes sociais. Em 2022, chegou a enviar vídeos do presídio e um outro no qual dizia que a amava.  O episódio escancarou, segundo ela, uma falha grave do Estado na garantia de proteção integral às vítimas, mesmo após a condenação do agressor. “Depois que a gente denuncia, não pode continuar sofrendo violência. Isso é revitimização”, disse ao explicar sua proposta. Barbara defende a criação da Lei Barbara Penna, o projeto de lei 2083/2022, que tramita na Câmara dos Deputados e, provavelmente, deve ser votado ainda em março. “A violência não termina quando a mulher denuncia. Muitas vezes, ela continua, inclusive com o agressor preso. E é isso que a lei tenta combater”, relatou. A ideia é que a legislação trate a violência psicológica como forma de tortura. Uma mudança que, segundo ela, pode representar proteção real para mulheres que continuam sendo ameaçadas mesmo após denunciar seus agressores. Entre os principais pontos da proposta estão o fim de benefícios como progressão de pena e “saidinhas”, além da possibilidade de transferência do preso para outro Estado, longe da vítima e de seus familiares. Sequelas -  Segundo ela, a proposta tem o objetivo de  impedir que outras mulheres vivam situações semelhantes. “A minha história eu não consigo mudar. Mas essa lei é para proteger outras vítimas, para que não surjam outras Barbaras”, afirmou. A luta pela aprovação da lei também carrega as marcas da violência que sofreu. São mais de 200 cirurgias, limitações físicas permanentes e sequelas psicológicas que, segundo ela, não têm cura. Além das queimaduras em 40% do corpo, Barbara utiliza próteses no quadril e na perna por conta das fraturas que sofreu ao ser jogada do prédio, o que lhe rende dores constantes. “A violência acompanha a mulher para o resto da vida. Se ela sobrevive, ela carrega essa sentença”, lamenta. Barbara atualmente é escritora, palestrante e influenciadora, com 600 mil seguidores nas redes sociais. Ela conta que foi durante a recuperação que decidiu transformar a dor em mobilização. Desde então, percorre o país relatando sua história e pressionando por mudanças. “Eu escolhi lutar para que outras vítimas não passem pelo que eu passei”, conta ao lembrar que recebe muitas mensagens de mulheres que compartilham suas histórias e lhe dão apoio. Frustrações - Apesar de defender a importância da nova legislação, Barbara também faz críticas duras ao sistema atual. Para ela, apenas criar leis não tem sido suficiente para conter o avanço da violência. “Durante muito tempo eu achei que novas leis resolveriam. Hoje eu vejo que ainda é muito pouco. Os números só crescem”, afirmou. Na avaliação da ativista, muitas vítimas seguem desprotegidas mesmo após buscar ajuda. Nem sempre conseguem medidas protetivas, acolhimento ou resposta rápida das autoridades. Na formação, que reúne 200 policiais militares, no Hotel Deville, na Capital  Barbara destaca a importância da atuação na ponta.  “Quando a vítima pede ajuda, ela está pedindo socorro. Se não for atendida, pode não ter uma segunda chance”, alertou. Para Barbara, a formação de agentes de segurança é parte de uma “somatória de esforços” necessária para mudar esse cenário. “Só o fato de eles estarem aqui, aprendendo e se sensibilizando, já faz diferença. Isso reflete lá fora”, disse. Recado direto -  Ao ser questionada sobre o fato de Mato Grosso do Sul ser um dos estados mais violentos para as mulheres, Barbara foi firme e afirmou: “A melhor saída é a denúncia. Que a mulher não tenha medo, que persista. A sobrevivência dela depende disso.” E deixou uma frase que resume sua luta e atravessa sua história: “Entre um homem e uma mulher, só o coração pode bater”, ao reforçar que qualquer sinal de agressão, seja física, psicológica ou moral, esse princípio será rompido e precisa ser encarado como alerta. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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