Um prédio abandonado localizado na Rua 7 de Setembro, na região central de Campo Grande, tem causado preocupação entre comerciantes da área após uma série de invasões e furtos registrados nas últimas semanas. O imóvel, que por muitos anos funcionou como academia de musculação, está desocupado há mais de cinco anos. Desde então, segundo moradores e comerciantes vizinhos, o prédio vem sofrendo depredação constante. De acordo com relatos, no último mês pessoas passaram a invadir o local para retirar diversos itens que ainda restavam no prédio. Entre os objetos levados estão espelhos, vasos sanitários, pias, tomadas, fiação elétrica e até equipamentos que ainda estavam no antigo espaço da academia. O prédio possui mais de 20 salas, e vizinhos suspeitam que algumas pessoas estejam utilizando o local para dormir. Também há relatos de sujeira e fezes dentro do imóvel. A situação teria se agravado nesta semana. Na tarde de ontem, três homens foram vistos tentando arrombar o prédio para retirar as grades da parte frontal do imóvel. Segundo testemunhas, dois deles usavam tornozeleira eletrônica. Durante a madrugada, os mesmos suspeitos teriam voltado ao local e quebrado os vidros da fachada. A comerciante Carmém Lúcia Rondon da Rocha, de 62 anos, proprietária de uma autoescola próxima ao prédio, afirma que a movimentação no local tem sido constante e causa preocupação. Segundo ela, barulhos durante a noite são frequentes. “Estão arrebentando isso faz dias. Está abandonado aqui faz muito tempo”, afirma. Carmém relata que o local se tornou ponto de permanência de pessoas em situação de rua e usuários de drogas. “Toda hora é um andarilho sentado, um usuário de droga que vem. Aqui vai virar o quê? Sem condições. Daqui a pouco estão aqui dentro. Essa sujeira sobra para nós limparmos”, diz. Nesta quinta-feira, ela e outro comerciante da região precisaram realizar a limpeza da área próxima ao prédio por conta da sujeira acumulada. Segundo informações de comerciantes da região, o proprietário do imóvel é um senhor idoso que ainda não decidiu o que fazer com o prédio. Familiares não teriam interesse em permanecer com o local. Há a expectativa de que alguém compareça ao imóvel nos próximos dias para fechar as entradas com tijolos, numa tentativa de evitar novas invasões.