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Achados em MS, fósseis revelam passado de 4 mil a 550 milhões de anos na Terra

Vestígios do passado do planeta podem ser encontrados nas regiões que um dia foram oceano em Mato Grosso do Sul, sem precisar de lupa, picareta ou estar em uma grande expedição.  Foi perto de casa, há cerca de 10 anos, que o servidor público Irai Antunes teve contato com um fóssil pela primeira vez na vida. Ele mora no município de Rio Negro, que fica na transição entre o Cerrado e o Pantanal sul-mato-grossenses. “Eu estava apreciando a natureza e vi umas pedras diferentes no chão, enterradas, que tinham uns 'desenhos' de conchas e cores ferruginosas. Eu já era curioso por fósseis e pensei que fossem. A partir daí, fui juntando tudo o que encontrava para descobrir se eram mesmo”, contou. Anos mais tarde, quando a BR-419 estava em construção para ligar Rio Negro à cidade de Rio Verde de Mato Grosso, ele fez novos achados nos entulhos das obras. “Encontrei algumas pedras cinzas cobrindo uma trilobita. Fui quebrando e apareciam outras com desenhos de conchas também”, continuou. Os trilobitas eram animais invertebrados que surgiram há cerca de 550 milhões de anos nos oceanos do período Cambriano, quando os continentes tinham uma configuração muito diferente da atual. O morador de Rio Negro conseguiu confirmar que eram fósseis quando se deparou com uma expedição. “Achei uma turma na trilha rupestre, sem querer. Estavam fazendo escavações e cheguei com os materiais nas mãos. Perguntei se eles estavam com as machadinhas para quebrar as rochas e perguntei: vocês estão procurando isso? Aí foi o primeiro contato com estudiosos”, lembra. O grupo era formado por pesquisadores do MuArq (Museu de Arqueologia) da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).  Abertura de estradas - Edna Maria Facincani, pesquisadora e professora de Geologia da UFMS, que fundou e coordena o primeiro laboratório de análise de fósseis do Estado, afirma que as peças encontradas pelo servidor público são de amplo conhecimento na paleontologia e explica que mais pessoas têm tido acesso a elas com a abertura de estradas no interior de Mato Grosso do Sul, especialmente quando isso ocorre nas regiões das formações sedimentares Furnas e Ponta Grossa.  “O que ele encontrou, sobretudo, são seres que viviam no ambiente marinho há cerca de 400 a 550 milhões de anos. Eram muito pequenos. São braquiópodes, são as ‘pintinhas’, uma organização muito mais evoluída do que aquelas que a gente encontra em Corumbá, por exemplo, uma região muito estudada também aqui no Estado”, descreve. Ela avalia que os registros encontrados em Mato Grosso do Sul representam muito bem a história da evolução da vida na Terra, já que em sua extensão territorial há muitos vestígios depositados em fossas de oceanos que secaram ao longo de milhões de anos. Mamíferos gigantes - Edna assina com os professores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Fábio Henrique Cortes Faria, Ismar de Souza Carvalho e Hermínio Ismael de Araújo-Júnior, além do geólogo Celso Lira Ximenes, do Muphi (Museu de Pré-História de Itapipoca), um artigo publicado há cerca de um ano na revista científica Journal of South American Earth Sciences , que revela uma descoberta instigante: mamíferos gigantes viveram nas áreas onde hoje estão Mato Grosso do Sul e o Ceará para além do período em que se acreditava terem desaparecido da América do Sul. Eles eram animais enormes, como os retratados nos filmes “A Era do Gelo”.  A pesquisa iniciada durante o pós-doutorado de Fábio Faria, que deu origem ao artigo, identificou na região do Rio Miranda ossos de uma preguiça-gigante e o dente de um mastodonte que viveram há 4 mil anos no Estado. As coletas foram realizadas por escavadores há mais de 10 anos, mas a análise dos achados saiu só depois, devido às dificuldades e falta de incentivos para a paleontologia no País. "Os resultados obtidos nesse artigo revelaram que a megafauna, que ocupou tanto o estado de Mato Grosso do Sul quanto o estado do Ceará, representa um dos últimos indivíduos que circulavam pela América do Sul, já que grande parte da população desses animais tinha desaparecido no Brasil e nessa porção do continente. Essas localidades, tanto o Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul, e Itapipoca, no Ceará, serviram como refúgios ambientais para a megafauna que vinha em processo de extinção iniciado há 12 mil anos", detalha Fábio Faria.  O autor do artigo acrescenta que a descoberta revela ainda possível contato prolongado desses animais com humanos. "Um longo período de interação, contrariando um pouco a teoria proposta por pesquisadores norte-americanos de os homens originários na América do Sul, através da caça predatória, extinguiram de forma rápida a megafauna no continente sul-americano", afirma.  O estudo indica ainda que a extinção teria ocorrido por uma junção de fatores ambientais, sendo importante dentre eles as mudanças climáticas no passado, que se repetem agora. "É um tema que constantemente está em debate. Podemos até traçar um paralelo com o processo de extinção e de desaparecimento de faunas locais que ocorre em diversos biomas brasileiros", finaliza. Venda proibida - Irai Antunes pretende reunir todo o acervo e entregar a museus de Campo Grande, já que esses locais não existem em Rio Negro.  Edna afirma que essa é a atitude correta para incentivar a pesquisa e reforçar o sentimento de pertencimento ao Estado.  Ela destaca que a venda de fósseis é proibida no Brasil. As peças são de propriedade da União, segundo o Decreto-Lei nº 4.146/1942. A extração depende de autorização prévia e fiscalização do poder público, e é voltada a atividades científicas, técnicas ou didáticas. Novo curso - No fim de 2025, a UFMS autorizou a abertura de um novo curso que pode contribuir para ampliar o conhecimento e formar novos profissionais e pesquisadores nas áreas de paleontologia, geologia e mineração. Vagas devem ser abertas a partir de 2027. A formação será em Engenharia Geológica. "Isso vai possibilitar um levantamento geológico e paleontológico e hidrogeológico mais detalhado do estado de Mato Grosso do Sul, visto que era um dos únicos que não tinha essa especialidade disponível", complementa Edna.

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