A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e a SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) instituíram GTI (Grupo de Trabalho Interinstitucional) para analisar contratos e pactuações na área da saúde, especialmente os que envolvem serviços hospitalares do SUS (Sistema Único de Saúde). O grupo não tem prazo definido para apresentar resultados nem metas públicas estabelecidas. A reportagem entrou em contato com as secretarias municipais e estaduais para detalhar o motivo da criação do GTI e quais contratos devem ser avaliados, mas ainda não obteve retorno. A formação do grupo foi publicada no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande). A resolução conjunta é de 4 de fevereiro de 2026, assinada pelos secretários Marcelo Luiz Brandão Vilela e Maurício Simões Corrêa. O grupo terá caráter técnico e consultivo e não terá poder deliberativo nem remuneração para os participantes. Na prática, o grupo de trabalho vai revisar propostas de contratualização com hospitais públicos e privados, avaliar renovações, ampliações ou encerramentos de contratos e dar suporte técnico às decisões da gestão municipal e estadual. Também caberá ao grupo apoiar pactuações interfederativas discutidas em instâncias como a Comissão Intergestores Regional e a Comissão Intergestores Bipartite. Segundo o texto da resolução, a criação do grupo é justificada pela complexidade dos contratos firmados no SUS e pela necessidade de padronizar fluxos, fortalecer a governança e aumentar a transparência dos processos. Traduzindo do juridiquês: o sistema está confuso, caro e precisa de mais controle técnico. O GTI será coordenado por um representante da secretaria municipal e poderá convidar outros servidores ou especialistas sempre que o tema exigir. As reuniões ocorrerão em periodicidade definida pelos próprios membros ou de forma extraordinária, conforme demanda da gestão.