O Carnaval de 2026 chega com menos ambulantes e a mesma fórmula do ano anterior, com a folia acabando à meia-noite. O número de trabalhadores não regularizados caiu pela metade em comparação ao ano passado. Na manhã desta quarta-feira (28), líderes de blocos de Carnaval, escolas de samba e representantes da cultura do município e do Estado se reuniram para divulgar os preparativos da festa, que começa no dia 13 e segue até o dia 17 de fevereiro. Segundo o coronel Emerson de Almeida Vicente, comandante do Policiamento Metropolitano da Polícia Militar, este ano serão 180 policiais por noite na Esplanada Ferroviária, já contando com reforço especializado da cavalaria e do Batalhão de Choque. As ruas fechadas para a comemoração seguem as mesmas dos anos anteriores. O uso de helicóptero e drone também está na lista de estratégias para monitorar e controlar a multidão. Os acessos aos blocos serão permitidos pelas vias Avenida Mato Grosso com a Rua 14 de Julho e Avenida Calógeras com a Rua Antônio Maria Coelho. Este ano são esperadas 130 mil pessoas; desse total, 40 mil são de fora da Capital. O investimento total foi de R$ 2,4 milhões. Sobre os itens proibidos, segue vetada à entrada com gelo em barra, garrafas de vidro ou objetos cortantes. "Continua a mesma coisa do ano passado, mas a pessoa pode levar sua caixa térmica com bebida. Gelo triturado ou em cubos não tem problema." No balanço das ocorrências, a Polícia Militar admite que o principal foco ainda é o assédio. A campanha “Não é Não” continua como prioridade. Brigas e outros registros praticamente desapareceram. Em 2025, foram apenas cinco ocorrências durante todas as noites de festa. Marcelo Miranda, secretário de Turismo, Esporte e Cultura do Estado, comenta que R$ 1,100 milhões foram destinados às escolas de samba e blocos de Carnaval pelo governo e que o restante veio de emendas parlamentares. "A expectativa é de 130 mil pessoas tanto na esplanada como no desfile. Desse número é esperado a movimentação de cerca de 40 mil pessoas de fora. Ano passado a estimativa era de 100. Na praça do papa tem capacidade de 20 mil pessoas. A expectativa é uma movimentação de R$ 25 milhões na economia". Menos ambulante? Valdir Gomes, Secretário de Cultura de Campo Grande explicou que as escolas de samba pediram a diminuição dos ambulantes na Esplanada. Esse ano serão apenas 40. Em 2025 foram 80. "A pedido das escolas, por ter dado tumulto no ano passado, o número de ambulantes caiu de 80 para 40. São mais de 100 banheiros químicos cedidos pela prefeitura. Este ano retorna o desfile de fantasias, que, desta vez, não será concurso por falta de verba; o governo deu cachê para custear." Valdir bate na tecla de querer que a folia mude de lugar. A ideia ainda não saiu do papel. "Estamos atrás de área, tentando arrumar terreno da prefeitura para que não fique tão alto o custo do que for construído. Estamos atrás disso para elaborar um grande projeto e apresentar à Liga para que possamos fazer no próximo ano". Entre os blocos independentes, o Barra de Saia, liderado por Angela Montealvão, aposta em um discurso direto: deprotagonismo feminino e Carnaval como espaço seguro para mulheres e mães. O bloco contará com tenda de acolhimento e suporte técnico próprio para elas. Já a Associação dos Blocos se organiza desde março e promete um palco inclusivo, com 40 artistas regionais e dois nacionais, ainda sem nomes divulgados. O presidente da entidade, Thallyson Perez, defende a permanência do Carnaval na Esplanada. "O Carnaval tem lugar sim e resiste há 20 anos”.