Apesar do empate técnico, o resultado da enquete desta segunda-feira (26) revela que 49% dos participantes afirmam já ter sido vítimas de erro de diagnóstico médico. A maioria, 51%, relata não ter passado por esse tipo de situação. Nos comentários publicados no Facebook do Campo Grande News, leitores compartilharam experiências semelhantes. Aparecida Silva contou que tanto a irmã quanto o filho receberam diagnósticos incorretos. “Disseram que minha irmã estava com mioma e cistos, e não era verdade. O mesmo aconteceu com meu filho, disseram que estava cheio de pedras no rim e não era nada”, relatou. Celina Gomes também afirmou ter enfrentado o mesmo problema. “Eu tive um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e o médico disse que não era nada, apenas uma cefaleia muito forte”, disse. Os relatos refletem os resultados do Enamed 2025 (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), divulgados no dia 19 de janeiro. Em Mato Grosso do Sul, dos seis cursos de medicina avaliados, quatro obtiveram notas consideradas satisfatórias, enquanto dois foram classificados como insuficientes pelo MEC (Ministério da Educação). As notas mais baixas ficaram com instituições privadas com fins lucrativos: a UniCesumar, em Corumbá, e a Universidade Anhanguera-Uniderp, em Campo Grande, ambas com nota 2. Já os cursos públicos apresentaram melhor desempenho, com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) alcançando notas entre 4 e 5. Neste domingo (25), o programa Fantástico mostrou que estudantes do último ano de medicina erraram questões básicas do atendimento médico, como diagnóstico de dengue, avaliação de dor de cabeça e prescrição de medicamentos.