É possível colher frutas fresquinhas sem sair de casa e ainda transformar completamente o ambiente de onde mora. Essa é uma realidade cada vez mais presente em residências e apartamentos, inclusive em Campo Grande, onde o paisagismo tem ganhado espaço como parte essencial do lar, e não mais como um luxo distante. Segundo o paisagista Nestor Neto, proprietário da NBN Vitrine Verde Conceito, o paisagismo vai muito além da estética. “Ele é a cereja do bolo. Além de tirar a parte árida da construção, cria um microambiente mais agradável, traz conforto térmico e contato sensorial com a natureza”, explica. Ao contrário do que muita gente imagina, o paisagismo não é exclusivo de grandes jardins ou condomínios de alto padrão. Ele pode, e deve, estar presente no dia a dia das casas comuns e até em apartamentos. A proposta é integrar a natureza aos espaços, respeitando o estilo da construção e as necessidades de quem mora ali. Hoje, com terrenos menores e a verticalização das cidades, soluções criativas ganharam força. Hortas em prateleiras, vasos móveis com ervas aromáticas e jardins que “invadem” corredores fazem parte do conceito de paisagismo de contato. “É para passar e encostar na planta mesmo. Sentir, cheirar, ter essa experiência”, explica Neto. E quando o assunto é fruta, as possibilidades surpreendem. Já existem árvores frutíferas híbridas e enxertadas que se adaptam perfeitamente a espaços reduzidos e vasos. Jabuticabeira, limão-siciliano, limão-taiti, pitanga e até acerola podem ser cultivados dentro de casa ou em sacadas. Algumas dessas plantas começam a produzir em apenas oito meses e não crescem como as árvores tradicionais de quintal. “O vaso funciona como um limitador natural. A planta não vai estourar parede nem quebrar piso”, destaca o paisagista. Mesmo em ambientes internos, é possível garantir o desenvolvimento correto com iluminação adequada. Quando o sol direto não chega, lâmpadas especiais que substituem a radiação UV resolvem o problema. Outro ponto fundamental pontuado por Nestor Neto é a irrigação. Sistemas automatizados, hoje mais acessíveis, garantem que a planta receba a quantidade certa de água, evitando um dos erros mais comuns, o excesso. “Noventa por cento das plantas de área interna morrem afogadas. Para evitar isso, o sistema de irrigação pode ser programado para ligar nos dias e no tempo adequados, de acordo com o clima e o ambiente”, detalha. Além da água, a adubação também ficou mais simples. Existem produtos específicos, fáceis de aplicar, que estimulam a floração e a frutificação sem exigir conhecimento técnico. “É coisa de colher, água e pronto. Em 45 dias você já vê resultado”, explica. O paisagismo também tem papel funcional. Ele pode esconder janelas indesejadas, criar privacidade, valorizar paredes e melhorar o conforto térmico de casas com muito vidro, comuns na arquitetura contemporânea. “Às vezes a construção é linda, mas quente. O verde ajuda a equilibrar isso”, afirma. Para Neto, o segredo está no planejamento e no conhecimento técnico. Cada planta tem uma função, um ritmo de crescimento e necessidades específicas de sol e água. “Paisagismo não é improviso. É estudo do ambiente, do clima e da rotina da casa. Planta é um ser vivo”, reforça. Com 26 anos de atuação na área, o paisagista vê o paisagismo deixar de ser um detalhe para se tornar uma verdadeira grife. “Hoje, quando você escolhe um resort, olha o paisagismo. Quando vê um catálogo de incorporadora, ele está cheio de plantas. Isso muda completamente a percepção do espaço”, conclui. Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial , Facebook e Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui) . Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News .