Após espera por UTI, bebê com bronquiolite é transferida ao Hecad e tem quadro estável
A bebê Maria Liz Rodrigues Mesquita, de oito meses, que aguardava há três dias por uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica após ser internada no Cais Campinas, em Goiânia, foi transferida para o Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), onde já está internada e apresenta quadro clínico estável. A informação foi confirmada pela unidade estadual em nota divulgada nesta terça-feira, 14.
Segundo o hospital, a paciente “deu entrada na unidade, foi devidamente atendida pela equipe assistencial, se encontra com prescrição médica instituída e já está internada, apresentando quadro clínico estável e evolução satisfatória”. A unidade também informou que, neste momento, a criança permanece na área do Pronto-Socorro, em leito de internação, recebendo assistência integral, com todas as condutas médicas já estabelecidas.
O caso ganhou repercussão após a mãe da criança, Hichieria Fernandes, relatar dificuldades no atendimento inicial e a demora na regulação de uma vaga de UTI pediátrica. De acordo com o relato, a bebê começou a apresentar sintomas ainda na semana passada e foi levada ao Cais Campinas na quinta-feira, quando já estava com febre e debilitada.
A mãe afirmou que enfrentou problemas estruturais durante o atendimento, como a indisponibilidade de exames. Segundo ela, o raio-x da unidade não estava funcionando e foi necessário buscar outro Cais para a realização do procedimento. Também relatou a ausência de exames laboratoriais no local, o que a levou a custear, por conta própria, um hemograma solicitado por um médico.
Mesmo após atendimento inicial e medicação, o quadro da criança não apresentou melhora. A mãe relatou agravamento dos sintomas, incluindo episódios de vômito e dificuldade para se alimentar. No domingo, 11, Maria Liz retornou à unidade e foi internada, já com diagnóstico de bronquiolite.
Durante a internação no Cais Campinas, a mãe relatou episódios de falta de assistência contínua, além de dificuldades relacionadas a insumos e equipamentos. Segundo o relato, houve necessidade de transferência da bebê para a chamada sala vermelha, destinada a casos mais graves, após piora no quadro respiratório. Foi nesse momento que houve a solicitação de vaga em UTI pediátrica.
Em nota anterior, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o município atua em conjunto com o Complexo Regulador Estadual para viabilizar vagas conforme o perfil clínico dos pacientes. A pasta também destacou que a rede municipal conta com 214 leitos de UTI, sendo 198 ocupados e 16 disponíveis no momento da manifestação, e que a regulação segue critérios técnicos.
Com a transferência para o Hecad, unidade de referência estadual em atendimento pediátrico de média e alta complexidade, a paciente passou a receber acompanhamento especializado. Segundo o hospital, o quadro é considerado estável, com evolução satisfatória desde a admissão.
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