O Ministério da Saúde decidiu ampliar o uso do antibiótico doxiciclina 100 mg como medida de prevenção após exposição a algumas infecções sexualmente transmissíveis no Sistema Único de Saúde. A decisão foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta quarta-feira (11), por meio de uma portaria. Com a medida, a doxiciclina poderá ser utilizada como profilaxia pós-exposição, estratégia que consiste no uso do medicamento após uma situação considerada de risco para reduzir a chance de infecção. A ampliação vale para infecções bacterianas, especificamente clamídia e sífilis, conforme os critérios estabelecidos em protocolo clínico do Ministério da Saúde. A portaria determina que a oferta da estratégia no SUS deverá seguir o PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas), documento que define as situações em que o medicamento pode ser indicado, além da dose, duração do tratamento e acompanhamento médico. De acordo com o texto publicado no Diário Oficial, as áreas técnicas do Ministério da Saúde terão prazo de até 180 dias para implementar a oferta da profilaxia no sistema público. A decisão foi baseada em recomendação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), responsável por avaliar a incorporação, exclusão ou ampliação de tecnologias em saúde no SUS. A doxiciclina é um antibiótico já usado no tratamento de diversas infecções bacterianas. Com a ampliação, passa a integrar também as estratégias de prevenção após exposição para algumas ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), dentro dos critérios definidos pelas diretrizes clínicas do sistema público de saúde.