A influência do fenômeno climático El Niño vai intensificar o risco de incêndios florestais no Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. Em Mato Grosso do Sul, ele atua de forma direta, deixando as temperaturas mais quentes e provocando irregularidades de chuva. Diante do cenário, o Governo do Estado informou que já tem previamente preparado ações de prevenção e combate aos incêndios florestais. A atuação conta com o uso de tecnologia, por meio de drones e de análises de georreferenciamento. Além disso, o trabalho do Corpo de Bombeiros é realizado por terra e ar, com utilização de aeronaves em locais de difícil acesso. Segundo a meteorologista Valesca Fernandes, do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), a situação deve se agravar nos próximos meses em Mato Grosso do Sul, após período de chuvas abaixo do esperado até janeiro. "Em relação ao El Niño, a época é de condições de neutralidade para o trimestre de fevereiro, março e abril. Porém, no segundo semestre, há um indício de retorno do fenômeno e que pode favorecer a ocorrência de temperaturas acima da média e as ondas de calor. Essa situação casa exatamente durante o período seco, que seria quando a gente tem a umidade muito baixa”, explicou. Além disso, de acordo com o Cemtec, a previsão é de que o El Niño se desenvolva entre o fim do outono e o início do inverno, mas o aquecimento das temperaturas está previsto a partir de março. Os dados são consolidados a partir do monitoramento de 48 municípios, com informações da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) e Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). No final de janeiro, duas regiões do Pantanal pegaram fogo. A Baía do Tuiuiú, em Corumbá, e o Pantanal do Nabileque. As chamas só cessaram depois que a chuva chegou no bioma, no dia 27 de janeiro. Operação - Na Operação Pantanal 2025, o número de focos de calor e a área queimada pelo fogo tiveram queda. A área queimada foi de pouco mais de 202,6 mil hectares em Mato Grosso do Sul, enquanto em 2024 foram 2,3 milhões de hectares queimados pelo fogo. Houve a qualificação técnica das equipes, com quase 1 mil brigadistas formados no ano passado, além de condições climáticas ligeiramente mais favoráveis, mesmo diante do déficit hídrico persistente. Já na fase operacional, os Bombeiros monitoraram 924 eventos de fogo detectados por satélite e combateram diretamente 88 deles, resultando em 1.105 ações de combate. No total, 1.298 militares foram mobilizados. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .