As temperaturas em janeiro de 2026 permaneceram elevadas em Campo Grande, mas ficaram abaixo dos níveis registrados em janeiro de 2025, segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O maior valor de janeiro de 2026 foi de 34,1°C, registrado no dia 25, com a maioria dos dias apresentando máximas acima de 30°C. O calor foi frequente, especialmente nos períodos sem chuva, mas sem atingir níveis extremos, na comparação com outros momentos. Em perspectiva, janeiro de 2025 foi mais quente. O pico do mês ocorreu em 10 de janeiro, quando os termômetros chegaram a 36,3°C, e vários outros dias superaram a marca de 34°C. No contexto anual, 2025 registrou temperaturas ainda mais elevadas fora do verão. O maior valor do ano foi de 38,7°C, medido em 11 de setembro, durante o auge da estação seca. Esse patamar ficou bem acima das máximas observadas em janeiro de 2026. Fevereiro Depois de registrar um dos fevereiros mais quentes da série histórica em 2025, Campo Grande inicia fevereiro de 2026 sob muita chuva e temperatura amena. Mas previsão de calor persistente, sensação de abafamento e chuva concentrada em poucos dias. A tendência é de temperaturas acima da média climatológica, com mínimas elevadas durante a madrugada e máximas que mantêm o desconforto térmico ao longo das tardes, ainda que sem repetir os recordes pontuais do ano passado. A umidade alta e a pouca ventilação devem reforçar a sensação de calor, especialmente nos períodos sem chuva. De acordo com o Inmet, fevereiro deve ficar até 1°C acima da média histórica na região central de Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, as mínimas devem oscilar entre 22°C e 24°C, enquanto as máximas variam de 26°C a 31°C. O cenário indica um mês quente de forma contínua, com noites menos amenas e tardes abafadas, padrão típico de verões recentes na Capital. A principal mudança em relação a 2025 está no comportamento das chuvas. A previsão aponta menos dias chuvosos, porém com episódios mais intensos e concentrados, sobretudo no início do mês. O Cemtec alerta para a atuação de sistemas de baixa pressão que podem provocar volumes elevados em curto intervalo de tempo, com acumulados superiores a 40 milímetros em 24 horas e rajadas de vento. Mesmo com chuva abaixo da média em parte do Estado, esse padrão aumenta o risco de alagamentos pontuais, queda de galhos e transtornos no trânsito, cenário já recorrente durante o verão em Campo Grande.