O cansaço extremo deixou de ser exceção e passou a fazer parte da rotina de muita gente. Reconhecido como um fenômeno ocupacional ligado ao estresse crônico, o burnout ampliou o debate sobre saúde mental e colocou em xeque a ideia de que descansar é apenas parar por alguns dias. Exaustão emocional, sobrecarga cognitiva e a dificuldade de se desconectar, potencializadas pelo excesso de estímulos e pelo uso constante das redes sociais, fazem com que o descanso tradicional, muitas vezes, não seja suficiente. Nesse cenário, cresce o interesse por estratégias que envolvem uma desaceleração mais profunda, com menos compromissos, menos estímulos e maior contato com ambientes naturais. Até o turismo, historicamente associado a agendas cheias e deslocamentos constantes, vem sendo repensado. Em vez de roteiros extensos e experiências acumuladas, ganha espaço a busca por lugares onde é possível permanecer, sem horários rígidos ou atividades pré-programadas. Bonito (MS), conhecido nacionalmente pela oferta de passeios e aventuras em meio à natureza, também abriga esse outro tipo de experiência. Refúgios voltados a um público que prefere o oposto do excesso: ficar no lugar, explorar o silêncio, observar a paisagem e deixar o tempo correr sem pressa. Um desses espaços fica localizado a cerca de 16 quilômetros do centro de Bonito. Segundo Fernanda Marcelino, gerente da Pousada Boyrá , esse movimento aparece claramente no perfil dos hóspedes. “Muitas pessoas chegam cansadas, não só fisicamente, mas mentalmente. Elas não querem cumprir uma agenda. Querem curtir a natureza e o rio no quintal, sem deslocamento, e também não abrem mão do conforto, bons serviços, piscina, bar e restaurante no próprio local. Ter a liberdade de tirar um cochilo no quarto quando quiser faz toda a diferença. A ausência de cronograma permite relaxar de verdade”, explica. A proposta de refúgios naturais com baixa ocupação, aliada a serviços de qualidade, dialoga diretamente com essa demanda. Com apenas 11 suítes às margens do Rio Formoso, a exclusividade impacta a experiência do hóspede. “As pessoas se surpreendem com o atendimento mais calmo e personalizado, com ambientes sem muvuca. Buscam acordar sem despertador, ouvir os sons da natureza, observar o céu, de dia e de noite, e simplesmente se reconectar”, afirma Fernanda. Essas vivências se aproximam do conceito italiano de dolce far niente, que na tradução livre é o prazer de não fazer nada, entendido não como ociosidade, mas como uma necessidade em um contexto marcado pelo excesso de estímulos e pela dificuldade de parar. A natureza, nesse processo, funciona como um antídoto ao estresse e ao esgotamento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e diversos estudos indicam que o contato com ambientes naturais, como florestas e rios, contribui para a redução do estresse e da ansiedade, além de melhorar o bem-estar físico, emocional e cognitivo. Nesse contexto, o turismo de natureza voltado à restauração e à reconexão desponta como uma tendência crescente na prevenção e no enfrentamento do burnout. Em um mundo acelerado, onde até o lazer pode se transformar em consumo excessivo de experiências, desacelerar passa a ser uma escolha consciente e, para muitos, uma necessidade. Conheça a Pousada Boyrá – Bonito (MS) Visite o site www.pousadaboyra.com.br Instagram: @pousadaboyra Reservas: (67) 99219-5323 (WhatsApp)