Walter Delgatti diz à PF que entrava pela porta dos fundos nas idas ao Ministério da Defesa
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De acordo com o advogado Ariovaldo Moreira, a entrada pelos fundos acontecia para que a presença do hacker não fosse registrada nos sistemas da portaria principal
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247 - O hacker Walter Delgatti Neto afirmou à Polícia Federal que entrava no Ministério da Defesa pela porta dos fundos, para debater sobre urnas eletrônicas. Advogado de Delgatti, Ariovaldo Moreira confirmou o que o seu cliente disse. A informação foi publicada nesta segunda-feira (21) no blog da Camila Bomfim. De acordo com o advogado, a entrada pelos fundos acontecia para que a presença do hacker não fosse registrada nos sistemas da portaria principal.Delgatti afirmou à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas que ele "orientou" a íntegra do conteúdo do relatório do Ministério da Defesa sobre as urnas eletrônicas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro de 2022, após as eleições presidenciais. No documento, a pasta comandada pelo general Paulo Sérgio de Oliveira na época apontou "risco à segurança do processo" eleitoral, mas não apresentou provas das acusações.Em depoimento à CPMI, o hacker disse ter participado dos encontros a pedido do então presidente Jair Bolsonaro. Delgatti afirmou que se reuniu cinco vezes no Ministério da Defesa com técnicos da pasta. Policiais federais buscam provas de que as reuniões aconteceram. Investigadores tinham encontrado no celular do tenente-coronel Mauro Cid uma minuta para uma ruptura institucional no País com a decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), e que previa estado de sítio "dentro das quatro linhas" da Constituição. Atualmente, o militar, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, está preso no Distrito Federal após acusação de fraudes em cartões de vacinação.Durante a sua gestão, Bolsonaro tentou passar para a população a mensagem de que o Judiciário atrapalhava a governabilidade. O ex-ocupante do Planalto defendeu a participação das Forças Armadas na apuração do resultado da eleição presidencial. Em junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou o ex-chefe do Executivo federal inelegível por oito anos por acusar sem provas o sistema eleitoral brasileiro de não ter segurança contra fraudes. Em novembro do ano passado, oTSE multou o PL em R$ 22,9 milhões após a legenda questionar a confiança das urnas eletrônicas.