Eu tinha cinco anos quando escutei pela primeira vez a palavra Natal. Meus pais haviam se mudado para o Crato, no Cariri cearense, para que os filhos pudessem estudar. Antes, morávamos no sertão dos Inhamuns, uma das três regiões por onde começou a colonização do Ceará, numa fazenda de plantio de algodão e criatório de gado. Lá, ninguém falava noite de Natal. Dizíamos noite de Festas, o que me parece bem diferente.