Crise econômica e novos hábitos levam baladas de SP a fecharem suas portas
No centro da cidade, os grupos eram dos mais variados. Punks, emos, roqueiros, clubbers e indies vagavam por um cenário rico como poucas. Mas os tempos mudaram.
No ano passado, o clube fechou as portas, seguindo o rastro de casas que marcaram época e lançaram tendências de moda e comportamento, atraindo artistas de fora até então inéditos por aqui.
A lista de casas que fecharam é extensa. Além da Funhouse, morreram a Clash, que tinha a música eletrônica underground como carro-chefe, a Inferno, que passava pelo hard rock dos anos 1970, e outras inspiradas no underground britânico, como a Astronete, na rua Augusta, e a V.U., fechada há três semanas.
Gabriel Gaiarsa, que por dez anos comandou a Clash, diz que é impossível falar do esvaziamento das casas noturnas sem antes lembrar como a crise econômica dificultou a sobrevivência delas. Mas ele também cita mudanças comportamentais na juventude que provocaram o fenômeno. Leia mais (10/13/2018 - 16h00)