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Campo em transição: jovens ganham espaço, mas sucessão ainda é desafio

A sucessão familiar no campo tem se consolidado como um dos principais desafios e transformações do agronegócio brasileiro, envolvendo a transição de gestão entre gerações, a profissionalização das propriedades rurais e a entrada de jovens e mulheres na tomada de decisões. Em Goiás, produtores, cooperativas e representantes do setor destacam que o processo já está em andamento, mas ainda exige planejamento, diálogo e adaptação entre tradição e inovação.

A sucessão familiar no campo avança em Goiás com a entrada da chamada terceira geração de jovens e mulheres na gestão, mas ainda enfrenta desafios como planejamento, profissionalização e integração entre tradição e inovação.

Jovens da terceira geração de produtores usando tecnologias no campo | Foto: IA/Gemini

Governo reforça diálogo com nova geração de produtores

Em pronunciamento ao anunciar novos nomes para o secretariado, o governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), destacou a necessidade de aproximar a gestão estadual do setor produtivo, com ênfase no agronegócio, considerado um dos principais pilares da economia goiana.

Segundo ele, a proposta é fortalecer o diálogo com diferentes perfis de produtores rurais, incluindo as novas gerações do campo, ampliando a interlocução com o setor.

O Estado de Goiás segue como referência nacional na produção agropecuária e na articulação entre governo e cadeia produtiva.

Daniel Vilela, governador de Goiás | Foto: Divulgação/Secom

Nova geração do agro ganha espaço

O produtor rural Sandro Gomes Dias, que atua com soja e milho na região de Acreúna, afirma que os filhos já participam da rotina.

“A gente trabalha em parceria. Eu e meus filhos Renato Dias do Prado, 34 anos, e Rogério Dias do Prado, de 35, tocamos tudo juntos. Lá em casa todo mundo ajuda”, diz.

Para Sandro, o envolvimento da família é essencial. “Tem que trabalhar, não tem jeito. Estudar é importante, mas também tem que acompanhar o serviço no campo”, concluiu.

Sandro Gomes Dias, o pai, e os filhos: Renato Dias do Prado e Rogério Dias do Prado | Foto: Johnny Augusto

Produtor aposta na sucessão familiar

Aos 40 anos, o produtor rural Daniel Nunes Costa mantém a atividade herdada da família e já prepara o filho para dar continuidade ao trabalho.

“Sou pecuarista, mas arrendo uma parte da terra para plantar soja. Meu pai sempre foi do ramo e eu cresci nesse meio”, relata.

Mesmo formado em Recursos Humanos, ele seguiu no campo. “Eu sempre gostei de fazenda, de gado. Nem sempre tive oportunidade de estudar na área, mas quis dar continuidade ao legado da família”, explica.

Sobre o futuro, ele afirma. “Estamos ensinando os filhos para que, na nossa ausência, eles possam continuar. A ideia é manter isso vivo”, destaca.

O filho, Paulo Vitor Nunes Costa, de 13 anos, já ajuda na rotina. “Ele gosta, sempre vai para a fazenda e ajuda a gente. Isso dá esperança de continuidade”, afirma o pai.

O jovem também já projeta o futuro. “Quero ser veterinário”, diz Paulo Vitor. “Ajudo meu pai a mexer com o gado”, afirma.

Daniel Nunes Costa e o filho Paulo Vitor Nunes Costa | Foto: Johnny Augusto

Procura por crédito ainda é baixa entre nova geração do agro

A adesão da nova geração de produtores rurais às linhas de crédito ainda é tímida, segundo o diretor de negócios do Sicoob Crédito Rural, Fernando Cabral.

“Ainda é pouco. Essa moçada está muito ligada aos meios eletrônicos. Eles procuram mais bancos que movimentam de forma digital, pelo celular”, afirma.

Ele destaca, porém, a força do cooperativismo. “A Crédito Rural tem um DNA diferente. É comum o pai vir acompanhado do filho. Eu mesmo já atendi pais no passado e hoje vejo os filhos se tornando nossos cooperados”, relata.

A sucessão no campo, segundo ele, é sólida. “A sucessão familiar no meio rural é muito forte. O pai leva o filho para participar das negociações, para entender como funciona”, explica.

“Não tenho receio quanto à sucessão. Já em grandes empresas, vemos os filhos buscando outras carreiras”, pontua. “Hoje vemos o filho mais presente, junto com o pai, cuidando da terra”, conclui.

Fernando Cabral do Sicoob Crédito Rural | Foto: Johnny Augusto

Mulheres do agro ganham capacitação para sucessão familiar

A participação feminina no agronegócio avança com programas de capacitação voltados à sucessão familiar e gestão. Um dos exemplos é o projeto da Comigo.

Coordenadora do grupo, Melissa Carpim explica. “Sou cooperada há mais de 20 anos e minha mãe há mais de 46 anos. O nosso intuito é trazer mulheres para dentro do processo, integrando-as ao crescimento, à sucessão familiar no agronegócio e ao profissionalismo”, afirma.

O curso tem seis módulos entre maio e outubro. “A gente traz essas mulheres por conta da cooperativa e oferece todo o treinamento”, explica.

“A sucessão hoje é necessária. Para que ela aconteça de forma tranquila é preciso planejamento”, pontua. “A procura tem sido muito grande. Já fizemos 37 inscrições, com uma média de 11 por dia”, conclui.

Melissa Carpim | Foto: Cilas Gontijo/Jornal Opção

Transição no campo ganha força

Paulo Henrique de Souza, 28 anos, participa de curso de sucessão familiar da Comigo.

“Foi o meu empenho por mudanças. E a sucessão familiar é um dos princípios para a introdução do sucessor no negócio”, destaca. “Às vezes, o filho precisa mostrar resultado e apresentar novas ideias”, afirma.

“Eu vejo essa preocupação como essencial, porque é o meu futuro”, pontua.

Paulo Henrique de Souza | Foto: Cilas Gontijo/Jornal opção

Sucessão familiar com capacitação de jovens

A Comigo tem intensificado ações para garantir a continuidade das propriedades rurais por meio da sucessão familiar. Segundo a coordenadora de desenvolvimento de cooperados, Siomara Martins, o programa voltado à formação de jovens foi criado em 2012 diante do envelhecimento do quadro social.

“A gente percebeu que a faixa etária dos cooperados está mais avançada, entre 60 e 70 anos, e que era preciso preparar novas lideranças para garantir o futuro da cooperativa”, afirma. Atualmente, a instituição reúne cerca de 12,8 mil cooperados.

Com duração de seis meses e carga de 96 horas, o programa aborda temas como cooperativismo, gestão, inovação e educação financeira, com foco especial na sucessão familiar. De acordo com Siomara, um dos principais desafios está no conflito entre gerações.

 “A sucessão começa justamente quando o filho volta para a propriedade e quer trazer inovação, mas o pai nem sempre aceita. Por isso, trabalhamos essa integração entre a experiência do pai e a inovação do jovem”, explica. A iniciativa também promove visitas técnicas e incentiva a troca de experiências com outras cooperativas, fortalecendo a formação de lideranças.

Os resultados já são percebidos dentro e fora da cooperativa, com maior participação de jovens e mulheres em cargos de decisão e na gestão das propriedades. “Hoje não há mais espaço para amadorismo. A propriedade rural virou uma empresa e exige profissionalização. O jovem precisa estudar para lidar com as tecnologias e assumir esse papel”, destaca Siomara.

Ela reforça que o sucesso da sucessão depende de uma relação equilibrada entre gerações: “É uma via de mão dupla. O pai precisa acolher a inovação e o filho respeitar a experiência. Só assim o negócio se mantém e evolui”.

Siomara Martins | Foto: Acervo pessoal

Sucessão familiar em andamento

Pai de três filhos, José Ferreira Borges de 64 anos, com propriedade no município de Porteirão e atuação também no Tocantins, revela que, inicialmente, não pretendia que eles seguissem no campo, mas o cenário mudou ao longo dos anos.

“Hoje, o mais velho e o mais novo trabalham conosco, em Goiás e no Tocantins. Eles já participam da administração e das negociações, com uma base que eu não tive”, relata.

Um dos sucessores é o veterinário Alexandre Esteves Borges, de 34 anos, que afirma estar se preparando para assumir os negócios da família.

“Eu sei que um dia terei que assumir os negócios e já estou me preparando. Fiz cursos para poder ajudar mais meu pai”, destaca.

Ele ressalta a influência do pai em sua formação. “O meu melhor mestre é o meu pai. Ele aprendeu tudo com esforço e vontade, enquanto eu tive a oportunidade de estudar. Isso faz diferença”, afirma.

José Ferreira Borges de 64 anos, o filho Alexandre Esteves Borges e família | Foto: Cilas Gontijo/Jornal Opção

processo em construção e visão de futuro

O agropecuarista Cassio Bellintani Iplinsky aborda a sucessão familiar, que ainda está em fase de estruturação dentro do grupo.

“Somos quatro irmãos e são onze sobrinhos. Em termos de sucessão, estamos num processo de amadurecimento”, explicou.

Cassio Bellintani Iplinsky | Foto: Cilas Gontijo/Jornal Opção

Segundo ele, os filhos ainda estão em fase de formação profissional. “Os filhos estão começando a ter idade para se inserir no mercado de trabalho. A maioria se formou em outras áreas, mas todos têm conhecimento do que a família faz”, disse.

A sucessão, segundo Cassio, é tratada como um processo natural e gradual. “É necessário para todo grupo familiar e empresa familiar pensar em como isso vai ocorrer. Mas tem que ser algo natural e com tranquilidade”, afirmou.

Apesar do desejo de continuidade, ele reforça que a escolha deve ser livre. “Tem uma que se identificou mais, mas é difícil falar para não ser tendencioso. Se tiver vocação e for o melhor para elas, seria esse o caminho”, disse.

Para ele, o mais importante é a profissionalização da gestão. “A gente acredita que o profissionalismo é que perpetua uma empresa. Não necessariamente quem herda precisa operar o negócio. Pode ser compartilhado com profissionais”, destacou.

Cassio também avalia que a nova geração tem perfil mais adaptado às mudanças do setor. “A geração nova é bem-preparada, desde que bem orientada. São muito abertos à tecnologia e aprendem mais rápido”, afirmou.

A engenheira civil Larissa Tonin Yplinsky, de 30 anos, filha do agropecuarista, destaca o processo de sucessão familiar e reforça o compromisso de dar continuidade ao legado construído pelo pai e pelos avós no agronegócio. Ela lembra que a família começou com uma pequena propriedade vinda de São Paulo e se consolidou em Goiás ao longo das gerações, com atuação hoje em diferentes frentes da produção agrícola e industrial.

Mesmo formada em engenharia civil e tendo estudado em São Paulo, Larissa afirma que retornou a Rio Verde com a convicção de seguir no negócio da família e ampliar o trabalho já desenvolvido. “Se depender de mim, esse legado não só continua, como vai crescer ainda mais. Eu não me vejo fora disso, eu quero estar dentro, aprender cada vez mais e dar sequência ao que meu pai construiu”, afirma.

Larissa Tonin Yplinsky | Foto: Johnny Augusto

Larissa reforça que o vínculo com o campo vai além da tradição familiar e representa um compromisso pessoal. “Eu não estou aqui apenas para dar continuidade, estou aqui para evoluir o que eles começaram, para que isso não pare em mim”, diz.

Jovem produtora de Indiara quer dar continuidade ao legado da família

Aos 22 anos, Letícia Camargo Oliveira já divide com os pais a responsabilidade de uma propriedade rural no município de Indiara, em Goiás, onde a família atua principalmente na criação de gado e no arrendamento de terras. Estudante de Engenharia Agronômica, ela afirma que pretende permanecer no campo e dar continuidade ao trabalho da família.

Letícia conta que já está se preparando academicamente para atuar no setor e considera ampliar sua formação. “Eu estou cursando engenharia agronômica. Penso em fazer veterinária também. E ajudo meu pai na fazenda. A gente mexe com gado, mas também arrenda”, disse.

A jovem destaca que a rotina no meio rural é parte central da sua vida e que vê futuro na atividade. “Sim, penso em continuar. E ajudando também, porque eu prefiro mexer com gado do que com roça. Mas eu penso em trabalhar nas duas áreas”, afirmou, ao falar sobre a possibilidade de dar sequência ao legado familiar.

A influência dentro de casa também é apontada como fator importante na escolha profissional. “O meu tio é engenheiro agrônomo também. E o meu pai trabalha na área com gado”, relatou.

Questionada sobre a possibilidade de seguir carreira na cidade, Letícia diz que não se imagina longe do campo. “Não, não dou conta. Vou na cidade, faço algumas coisas lá e já penso em ir embora”, afirmou.

Apaixonada pela rotina rural, ela diz que o vínculo com a terra e com os animais é o que mais a motiva. “Eu gosto muito das plantações. Acho uma coisa legal. Também gosto de animais demais. De vaca. Essa área mesmo do campo”, disse.

Mesmo com a irmã atuando em outro segmento, com uma loja de roupas femininas, Letícia reforça que sua escolha é permanecer no meio rural. “Vai não, vamos continuar firme”, afirmou, ao ser questionada sobre a continuidade do legado da família.

Letícia Camargo Oliveira | Foto: Johnny Augusto

Continuidade em fase de avaliação

A sucessão familiar no campo e a continuidade dos negócios rurais foram temas destacados durante a Tecnoshow, em Rio Verde, na região do Rio Preto. O agropecuarista Flávio Rios Ignacio relatou que a família ainda está em fase de avaliação sobre como será a transferência do patrimônio e da atividade produtiva para a próxima geração.

“Estamos começando a estudar essa possibilidade. Porque se a gente vai embora e deixa o abacaxi para os filhos, fica muito caro. Eles quase que têm que vender a propriedade para acertar com o governo. Então, é uma coisa que a gente tem que ir pensando para fazer a médio e longo prazo, nessa sucessão”, afirmou.

O produtor também destacou que tem dois filhos, ambos já encaminhados profissionalmente. “Só dois. Atualmente, um é médico, já está aí, e o outro é advogado, está aqui em Rio Verde”, disse.

Segundo ele, apesar das formações distintas, há abertura para continuidade do legado familiar no campo. “Se for possível, eles devem continuar. Porque a minha família, desde que eu nasci, mexe com essa parte”, completou.

O filho, Flávio de Castro Guimarães Rios Ignacio, de 40 anos, também avaliou o tema e reconheceu que o processo ainda está em construção dentro da família.

“A gente começou a preparar agora. Porque eu e o meu irmão temos profissões diferentes. Mas a gente também, dependendo de como estiver o mercado, a gente continua ou não. Vai depender muito de como vai estar o país, o mercado, tudo”, afirmou.

Ele acrescentou que o cenário econômico e político pesa nas decisões futuras. “Se não estiver favorável, pretendemos até, às vezes, no meu caso, ir embora do país. Mas depende. O meu irmão já é outro pensamento. Ele já pensa mais em ficar no país mesmo. Depende de como vão ficar as políticas, principalmente a questão econômica”, disse.

Flávio de Castro também destacou que, apesar das incertezas, há familiaridade com a rotina do campo. “Isso a gente acompanha desde criança, vai para a fazenda junto com o pai. Isso daí não é o maior problema”.

Flávio de Castro Guimarães Rios Ignacio, o pai, Flávio Rios Ignacio, e um amigo | Foto: Cilas Gontijo/Jornal Opção

Irmãos assumem fazenda e ampliam produção

A sucessão familiar tem garantido continuidade e crescimento em uma propriedade rural no município de Paraúna, em Goiás. A médica Ádria Lyra Melo, 37 anos, conta que, ao lado dos irmãos, assumiu a gestão das fazendas da família e vem ampliando os resultados da produção agrícola.

Filha do produtor rural Sócrates de Souza Melo, de 69 anos, Ádria cresceu acompanhando a rotina do campo junto aos irmãos Kleber Henrique de Melo, agrônomo, de 44 anos, e Árica Lyra Melo, advogada, de 39 anos.

“Sempre acompanhei meu pai. Nós somos três irmãos e sempre acompanhamos ele na fazenda, no trabalho no geral. Nós morávamos na cidade, mas convivíamos no meio rural”, relata Ádria.

Formada em medicina e com pós-graduação em dermatologia, ela também chegou a cursar zootecnia antes de mudar de área. A entrada definitiva no campo, segundo ela, ocorreu de forma natural dentro do contexto familiar.

“Foi uma sucessão forçada, mas não no sentido de obrigação. Foi por necessidade. Quando me formei, na época da pandemia, meu pai pediu para eu ir para a fazenda ajudar meus irmãos. E assim começou. Ele sempre deixou muito livre para a gente escolher o que queria fazer”, afirma.

Hoje, os três irmãos administram juntos duas propriedades rurais cedidas pelo pai. Segundo Ádria, a autonomia da gestão tem sido um dos fatores de crescimento do negócio.

“Ele cedeu as fazendas e disse: agora é com vocês. Ele não se mete. É só nós três tocando. Foi como um teste, e está dando certo há cinco anos”, conta.

A produção inclui soja, milho, feijão e arroz, com parte da área irrigada e uso de pivôs centrais. A família também diversificou investimentos e busca novas frentes de negócio.

Ádria Lyra Melo e o irmão Kleber Henrique de Melo | Foto: Acervo pessoal

“Nós estamos expandindo, não em terras, mas em outros negócios. Meu irmão, por exemplo, tem uma empresa de drones. Temos novos projetos em mente”, destaca.

Segundo Ádria, a gestão dos irmãos já resultou em aumento de produtividade e reconhecimento na região.

“Desde que assumimos, só aumentamos a produtividade. No primeiro ano já subimos mais de 11 sacas na média e depois continuamos batendo recordes. Já ganhamos duas premiações de produção”, afirma.

A família também participou de cursos de capacitação voltados à sucessão familiar no agro, como os oferecidos pela Comigo, reforçando o preparo técnico da nova geração.

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Tecnoshow 2026 reúne tecnologia, mas cenário econômico impõe cautela ao campo

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