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Marconi Perillo perdeu o discurso da renovação e da alternância de poder

Há 28 anos, Marconi Perillo apresentou-se como o “novo” e derrotou Iris Rezende, considerado o “velho” (mais no sentido político, pois tinha 65 anos; o tucano hoje está com 63 anos), e foi eleito governador de Goiás.

Por que, exatamente, Marconi Perillo ganhou de Iris Rezende, que havia sido governador de Goiás duas vezes e ministro dos governos de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso?

Há quem diga que a história da “panelinha” foi decisiva (Rezendes na política: Iris Rezende, Iris Araújo e Otoniel Machado — a mulher e o irmão).

A “panelinha” de fato teve influência. Assim como o fato de, aos 35 anos, Marconi Perillo representar o “novo”.

Marconi Perillo e Iris Rezende: o vencedor de 1998 pode ser o perdedor de 2026 | Foto: Reprodução

Mas só com marketing e a ideia do “novo” não se ganha eleição para governador. Por isso, é preciso considerar outro fator.

As boas companhias de 1998

Na verdade, Marconi Perillo foi eleito porque contou com o apoio de uma frente das oposições, que contou com políticos altamente representativos. Quando se ganha uma eleição, tende-se a menosprezar os apoios e a superestimar o vitorioso. É o caso.

Marconi Perillo contou com o apoio de políticos de forte presença no cenário de Goiânia e de Goiás: o ex-governador e ex-ministro Henrique Santillo; o ex-deputado federal Jalles Fontoura (do Vale do São Patrício); o ex-governador Mauro Borges; o prefeito de Goiânia, Nion Albernaz; o empresário Otavinho Lage (de Goianésia); o ex-governador Otávio Lage (pagava os “papagaios” da campanha tucana) e os deputados federais Roberto Balestra e Ronaldo Caiado.

Nion Albernaz: o prefeito que criou estrutura para Marconi Perillo em Goiânia | Foto: Reprodução

Absolutamente desconhecido, tiveram de vesti-lo em todos os comícios, passeatas e caminhadas com camisa azul para facilitar a identificação. Daí passaram a chamá-lo de o Moço da Camisa Azul. Às vezes, para identificá-lo, alguém dizia: “é aquele ali perto de Ronaldo Caiado” ou “é aquele ali perto de Nion Albernaz”.

Os líderes citados praticamente ganharam a eleição para o anódino Moço da Camisa Azul. Eram excelentes companhias e os eleitores entenderam isto.

O recado era: quem caminha com Henrique Santillo, Mauro Borges, Nion Albernaz, Otávio Lage e Ronaldo Caiado terá condições de governar Goiás. Afinal, na lista figuravam, na data de 1998, três ex-governadores respeitáveis, um prefeito, Nion Albernaz, que talvez tenha sido o melhor da história de Goiânia, e um excelente parlamentar, Ronaldo Caiado.

Marconi Perillo foi eleito quatro vezes governador. Enquanto esteve cercado pelos aliados de 1998, e ouvia seus conselhos — além das orientações de Giuseppe Vecci, José Paulo Loureiro e Carlos Maranhão, gente de bem —, o tucano fez governos eficientes. Desandou quando permitiu que a turma dos empreiteiros tomasse conta de seu terceiro e quatro governos. Aí o estadista desapareceu e começou a se tornar um político mignon — tanto que, na sequência, perdeu duas eleições para senador. Chegou até a ser preso pela Polícia Federal.

Mauro Borges, Leonel Brizola e Tancredo Neves: o goiano ajudou na campanha de Marconi Perillo em 1998 | Foto: Reprodução

Companhias brancaleônicas de 2026

Dado os problemas do último governo, que o levou à prisão pela Polícia Federal, Marconi Perillo ganhou uma rejeição sólida, aparentemente fixa. Como sabem pesquisadores e marqueteiros, rejeição alta e cristalizada é o que impede a ascensão de um candidato.

Embora tenha sido governador por quatro vezes, Marconi Perillo aparece nas pesquisas de intenção de voto com números que variam de 20 a 24%. É pouco para quem tem sua história. Significa que a rejeição pode ser o seu principal obstáculo na campanha deste ano. Há, inclusive, a possibilidade de ser superado por Wilder Morais, do PL.

A rejeição alta e, supostamente, fixa pode levar Marconi Perillo a um relativo derretimento eleitoral. Ou seja, para contornar o problema, precisa de companhias tão boas quanto as de 1998. Mas, pelos nomes divulgados até agora, não as têm. Sim, há gente de bem ao seu lado, como Jalles Fontoura, Itamar Leão, Otavinho Lage, Gustavo Sebba, Giuseppe Vecci, Afrêni Gonçalves e Helio de Sousa. Ainda que nenhum esteja à altura, em termos de força política, dos aliados citados acima.

O exército que saltou da “ficção” para a pré-campanha de Marconi Perillo | Foto: Reprodução

A linha de frente da campanha de Marconi Perillo hoje está assentada nos seguintes soldados rasos, membros de uma espécie de nau dos insensatos e rejeitados: Edson Automóveis (apontado como agiota em placas colocadas em postes de Goiânia), Flávia Modesto Telles (é acusada pela filha Anna Lis Teles de Melo de ter se apropriado de parte de seus bens, herdados de Walterci de Melo, falecido fundador do Laboratório Teuto), Jayme Rincon (que, embora tenha sido preso, não foi condenado), Professor Alcides Ribeiro (suspeito de assediar meninos), Clécio Alves (mago do barulho na Assembleia Legislativa) e Jeferson Rodrigues (que teria sido expurgado da Igreja Universal e do partido Republicanos). Até aliados mais sensatos dizem, em tom jocoso: “Agora, só falta Rogério Cruz”.

Fala-se que se trata do “exército de Brancaleone”. Até certo ponto é. Ou pelo menos é parecido.

A IA do Google informa que, no filme “L’Armata Brancaleone”, de 1966, “Brancaleone de Norcia, um cavaleiro atrapalhado, lidera um grupo de desajustados para tomar posse de um feudo”.

Pintura de Mike Davis

De acordo com a Geminae do Google, exército de Brancaleone, quando se trata de política, é uma expressão usada, “frequentemente, para definir grupos políticos desarticulados, sem competência técnica ou ‘bando de incompetentes’ que busca [o] poder sem sucesso”.

O exército de Brancaleone de Marconi Perillo talvez seja um pouco pior. Imagine Flávia Telles na Secretaria da Fazenda. Imagine Professor Alcides na Secretaria de Assistência Social ou na Secretaria da Educação. Jayme Rincon iria para a Goinfra? Clécio Alves cuidaria da Secretaria de Saúde ou da Seinfra? Rogério Cruz seria convocado para a pasta da Administração?

Que o eleitor avalie por si — quais companhias eram melhores: as de 1998 ou as de 2026? Aos 63 anos, Marconi Perillo teria perdido a mão, em termos políticos?

Um tucano disse ao Jornal Opção: “Nós tentamos de tudo para pegar ‘sobras’ de peso, como Zacharias Calil e Vanderlan Cardoso. Porém, como não deu certo, tivemos de nos contentar com Professor Alcides, Flávia Telles, Gugu “Obelix” Nader e Clécio Alves. Frise-se que, ao acolher a filiação de Flávia Telles, ainda não sabíamos do rumoroso processo judicial movido por sua filha, Anna Liz. Agora é tarde. Temos de ficar com o que sobrou, que, de fato, não é grande coisa”.

Aava saiu do PSDB para tentar crescer

O Marconi Perillo de 2026 representa o “velho” e não terá como falar em “renovação” e alternância de poder.

Aava Santiago, sem espaço para crescer no PSDB, teve de sair | Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção

Como um político pode falar em renovação se nunca permitiu que um aliado — como Giuseppe Vecci, Leonardo Vilela, Jalles Fontoura, Raquel Teixeira, Thiago Peixoto (foi posto na Secretaria da Educação para sair chamuscado), José Paulo Teixeira — disputasse o governo? Os cinco operaram em seus governos como fiéis escudeiros — eternos reservas, nunca titulares quando se tratava de discutir eleição para o governo do Estado.

Pode-se sugerir que o Marconi Perillo de 1998, 2002, 2010 e 2014 — anos em que foi eleito governador — é o mesmo de 2026. Quer dizer, não permite nenhuma renovação no PSDB.

Aava Santiago poderia ser o nome da renovação para a disputa do governo do Estado em 2026 pelo PSDB. Como “cresceu” muito, a vereadora começou a se tornar uma ameaça para o poder centralizador de Marconi Perillo. Por isso, se alegar que o PSDB não lhe permitia ascensão política, a Justiça Eleitoral terá de acatar seu argumento. Não há espaço para crescer no PSDB. A história mostra isto. A vereadora deve ser vista como “vítima”.

Thiago Peixoto: Marconi Perillo “enterrou” sua carreira política | Foto: Reprodução

Portanto, Aava Santiago agiu corretamente ao sair do PSDB. Saiu para crescer, para não se tornar semelhante a políticos como Giuseppe Vecci, Raquel Teixeira, Thiago Peixoto, José Paulo Loureiro e Jalles Fontoura.

Marconi Perillo não terá como pregar nem “renovação” nem “alternância de poder”. Tendo ficado 16 anos no poder, como governador, como falar em alternância? Seria, no mínimo, cinismo e subestimar a inteligência dos eleitores.

A rigor, hoje, o discurso da renovação cabe na linguagem do governador Daniel Vilela, do MDB, e do senador Wilder Morais, do PL. Mas não na de Marconi Perillo — tanto que o ex-governador raramente fala do presente e do futuro. Fala, o tempo todo, do passado. É um personagem da “literatura” política do século 20. O moço da camisa Armani e do vinho Romanée-Conti se tornou “prisioneiro” de 1998.

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