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O desenvolvimento não é uma fatalidade

Até a Revolução Industrial, há 200 anos, a sociedade estava estratificada entre uma massa de pobres camponeses, uns poucos artesãos residentes nos burgos e a nobreza nos seus castelos. A vida girava em torno da nobreza, a quem os camponeses pagavam tributos e os burgueses serviam.

A atividade econômica dependia da agricultura e do artesanato, que não ocupava toda a mão de obra disponível. A um “exército de reserva”, subempregados necessitados de ganhar a vida, só restavam outras duas oportunidades: o serviço militar e o sacerdócio religioso.

De um lado, a oferta de jovens dispostos ao serviço militar era um incentivo às guerras — dispêndio de trabalho em atividade não produtiva. De outro os candidatos ao sacerdócio ensejavam a proliferação de catedrais e conventos — desvio das poupanças dos investimentos econômicos.

Na sociedade feudal não havia a possibilidade de ascensão socioeconômica. Quem nascia pobre morria pobre. Não havia a esperança de dias melhores, que é uma valiosa válvula de escape para a pressão social.

A Revolução Industrial, quebrou esse paradigma.   Uma indústria nascente criou empregos, multiplicando as oportunidades. Passou a valer, não mais o nascimento, a posição eclesiástica, o talento militar, e as relações políticas.

Foi valorizado no novo modelo o espírito empreendedor, a criatividade, a iniciativa, a poupança e o investimento. O mérito passou a ser o critério de reconhecimento e recompensa.

Keynes definiu este impulso como um “espírito animal”, que leva o empreender a agir e tomar riscos.

O capitalismo liberou esse “espírito animal”, essa disposição ao risco, a ambição de resultados, que, nestes duzentos anos, gerou um desenvolvimento sem igual na história. O resultado foi a redução dramática do número de miseráveis, aumento de impérios empresariais e melhoria na qualidade de vida.

O homem passou a viver mais e melhor. As guerras e o sacerdócio deixaram de ser as únicas saídas do desemprego. O mundo tornou-se menos beligerante; a religião cedeu espaço à razão.

Com o início do capitalismo moderno, as disputas por vantagens deixaram os teatros de guerra para o mercado. Esta entidade abstrata onde os interesses se encontram para trocas voluntarias, que só acontecem se forem boas para ambas as partes.

Não há mercado se não houver trocas. Sem trocas não se viabiliza a produção industrializada. É o comercio entre as partes que gera riqueza. O comercio é, portanto, um incentivo à paz entre as nações: “bons negócios fazem bons amigos”.

O mercado, em regime de legitima competição pela preferência do consumidor, reconhece e premia os que oferecem os melhores produtos ou serviços pelo menor preço.

A Revolução Social: a criação da classe média

Uma outra mudança radical — uma revolução social — aconteceu como consequência do capitalismo.  A nobreza ociosa foi substituída por um empresariado dinâmico. Criou-se uma classe média de administradores, então inexistente, e operários substituindo os sacerdotes, guerreiros e os escravos que foram sendo libertados mundo à fora.

Ayn Rand: filósofa russa e autora de clássicos | Foto: Reproduções/Montagem

Os duzentos anos de progresso contínuo desde a revolução industrial e seus desdobramentos implantaram nas mentes a ideia de que o amanhã sempre será melhor do que o hoje.

Os fatos não alimentam essa crença. O desenvolvimento não é uma fatalidade. O populismo-socializante vem destruindo as conquistas do capitalismo. Muitos países abraçaram o demônio socialista e estão enfrentando a decadência.

Um caso que deveria servir como lição é a história da Argentina. Um território privilegiado, uma economia entre as mais ricas e uma população das mais educadas do mundo, vai do apogeu à pobreza em poucas décadas.

O que se passou?

A Argentina abandonou com Peron, nos anos de 1940, a constituição liberal implantada por Sarmiento * em 1853, que fez o país rico. O peronismo propunha dar aos “descamisados” uma política de distribuição das riquezas e vantagens laborais. Com a proposta socialista não se premiava o mérito, mas a necessidade — o que dá votos a curto prazo, mas   castra o espírito empreendedor.

A “esmola” vicia e não se satisfaz, sempre pede mais. O fim foi o previsível — a decadência, como sentenciava a filósofa russa Ayn Rand: “Não se faz uma nação próspera dando benefícios aos que nada produzem e punindo com impostos os que criam riqueza”.

Nota

* A Constituição da Argentina de 1853 foi escrita tendo como referência os trabalhos do jurista liberal argentino Juan Bautista Alberdi e implantada no governo do presidente Sarmiento.

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