Foi-se o pensador alemão Jürgen Habermas. Muito antes do fato, já havia morrido a sua ideia utópica de democracia deliberativa, sustentada por uma esfera pública onde cidadãos discutiriam racionalmente assuntos de interesse comum. Igualmente, desaparecido o seu anseio de um federalismo soberano da
União Europeia. A razão cultuada pelo filósofo não resiste ao digitalismo da internet e das
redes sociais, apropriado por empresas neoliberais cujo único interesse é a compressão do espaço-tempo para acelerar transações de mercado. A transparência comunicativa por ele teorizada submergiu em algoritmos e plataformas privadas, dispositivos de pura mobilização emocional.
Leia mais (03/21/2026 - 15h00)