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O mundo novo de Trump atropela a velha Europa

Pela primeira vez na história, a Europa não é mais o centro da civilização ocidental. Talvez porque a civilização tal como a conhecemos já não exista mais e somente o seu espectro paire sobre nós. Mesmo quando, emergindo dos escombros das duas grandes guerras e vendo a rápida ascensão de parceiros e rivais, o Velho Continente ainda podia ter a pretensão de carregar os parâmetros do nosso mundo como referência para moldar o futuro. Agora, já nenhum dos protagonistas da cena mundial escuta mais sua voz ou respeita sua honorável presença, mesmo que finjam o contrário e até a convidem para se sentar à mesa – quem sabe se não como deferência ao seu passado.

O astro todo poderoso, tantas vezes generoso, outras tantas cruel e bárbaro, a partir do qual passamos a nos considerar civilização, se esparramou para ocupar e explorar em benefício próprio as terras do Novo Mundo e para sugar até quase as últimas gotas a seiva vital do continente africano. Se seu poder de arrasto transportava vida e luz, levava também a morte e a escuridão.

Mas a ultramodernidade fez dela uma velha senhora a quem eventualmente dirigem respeitosos gestos de cortesia, mas a quem ninguém chama para a dança do salão principal. O jogo se deslocou para longe dela e para outros protagonistas.

Friedrich Merz, chanceler alemão: Alemanha é rica mas falta força mundial | Foto: Reprodução

Os que ocupam o seu lugar são às vezes mundos tão ou mais antigos – embora ela própria (e todos nós, os ocidentais, como consequência), autocentrada e egocêntrica, nunca lhes tenha dado a devida atenção – às vezes muito mais jovens e, nesse caso, muitas vezes mais autocentrados, ególatras e arrogantes.

O novo Imperador a trata como pouco mais que uma criança, a quem pode dedicar uns poucos instantes de atenção, mas não mais que isso. Dentre as peças do longo e largo calvário a que está nos submetendo desde sua posse, o presidente dos Estados Unidos da América disse, na cara dura, que a Groenlândia devia ser entregue (ou devolvida) ao seu país. E que se os europeus não ficassem satisfeitos que fossem chorar as mágoas nos fóruns internacionais. Após um desagradável período de encenação, com exibições de macheza explícita, afinal acabou recuando. Um recuo cuja carga de humilhação parecia ser ainda maior. Era como se o Imperador estivesse dizendo, jocoso, “Ah! Esse pedaço de gelo não é afinal tão importante assim. Eu lhes concedo a graça de (por enquanto) seguirem com o seu controle”. Um toma lá, dá cá que mais se assemelhou a um joguete de mau gosto, onde o fortão finge levar a sério o mais desprezível dos fracotes.

Mas a culpa de tamanha humilhação não é apenas obra e graça do todo poderoso Imperador. Não é de hoje que os líderes europeus se submetem, por livre e espontânea vontade, ou sabe-se lá por que, ao mandonismo do aliado transatlântico, dispostos a fazer literalmente “tudo o que o seu chefe mandar”. Não se completou ainda um biênio e os sócios da OTAN formalizaram entre si um aumento substancial da contribuição de cada um dos seus membros para o budget da Organização – estabelecida em 2014, a meta mais que dobrou, passando de 2% para 5% do PIB nacional (considerados os cinco países mais ricos da União Europeia, são nada menos que 700 bilhões de dólares; considerados todos os países europeus membros da OTAN, é 1.2 trilhão de dólares). Ganha meia fatia de melancia quem adivinhar o sujeito por trás da exigência. Exceto o governo social-democrata da Espanha, ninguém emitiu o menor pio de descontentamento.

A lista dos ultrajes é extensa. Em agosto do ano passado, Trump e Putin se reuniram numa base militar dos Estados Unidos no Alasca para discutir um plano de paz para a Ucrânia. Sequer foi aventada a possibilidade da presença de um representante da União Europeia. Nem Macron, nem Merz, nem Meloni, muito menos o extremamente negligenciável presidente ucraniano. O estridente apoio da presidenta da Comissão Europeia a Benjamin Netanyahu após os ataques do Hamas em outubro de 2023 pareceu e de fato era dispensável, redundante, retórico – as decisões tomadas por Israel e pelos EUA não careciam de comentários, contra ou a favor. Tinham a força e a arrogância suficiente para tomá-las sozinhos. E assim o fizeram.

Emanuel Macron e Donald Trump: rei manda e príncipe quer mais armas nucleares | Foto: Tibério Barchielli

A viagem a Israel da ilustríssima representante europeia para manifestar solidariedade poderia não ter acontecido e o rumo dos acontecimentos teria sido exatamente o mesmo. Quando, a poucos dias de iniciar-se, a reação de Netanyahu deu claros indícios de que ultrapassaria em muito os limites do mais raso senso de humanidade para logo se fazer barbárie, o vago esboço de um mui tímido protesto de um ou outro líder europeu foi olimpicamente ignorado, com a mesmíssima indiferença de antes.

Com tudo isso, é uma gritante obviedade que a decisão de Trump e Netanyahu de atacar o Irã e iniciar uma nova guerra, lançando o Oriente Médio (ou Oriente Próximo, como sugestivamente dizem os concidadãos da sra. Von der Leyen) no até agora maior enfrentamento bélico do século XXI, não passou nem de longe por qualquer tipo de consulta à Europa – frente a esse desprezo manifesto, o presidente Emmanuel Macron decidiu vir a público e, numa triste e melancólica aparição televisiva, anunciar o reforço do armamento nuclear francês.

P.S. 1

Enquanto isso, o ministro da Defesa israelense afirmou, literalmente, que vai matar o próximo líder do Irã, “não importa quem seja o escolhido”. É o mesmo que dizer que, a partir de agora, quem escolhe o futuro líder do Irã não serão mais os iranianos, mas sim Israel e seu incansável parceiro, os Estados Unidos – do contrário, seguirão matando quem quer que seja o escolhido. Sejamos todos bem-vindos à nova ordem mundial.

P.S. 2

E o porta-voz das Relações Exteriores do Irã declarou que se a União Europeia mantém o silêncio frente à “brutal agressão dos Estados Unidos e de Israel” contra o seu país, se converterá em cúmplice e “cedo ou tarde pagará um preço, porque nenhum país da ONU pode permanecer indiferente ou em silêncio frente a esta agressão contra a civilização e o direito internacional”.

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