CPI eleva tensão entre Senado e STF ao convidar Moraes e Toffoli
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, uma série de requerimentos que ampliam as investigações sobre vazamentos de informações e supostas relações entre instituições financeiras e grupos criminosos.
Entre as medidas aprovadas pelos senadores estão convites aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli para prestarem esclarecimentos ao colegiado, no âmbito das apurações ligadas às operações do Banco Master. O comparecimento de ambos, porém, é facultativo.
Além dos magistrados, a CPI também aprovou convites para outras autoridades e pessoas ligadas ao caso, como a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, o ministro da Casa Civil Rui Costa, o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.
Em contrapartida, a comissão decidiu convocar o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cujo depoimento é obrigatório, e os irmãos do ministro Dias Toffoli — José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli. Também foi aprovada a quebra de sigilo fiscal de Maridt Participações, empresa formalmente registrada em nome dos irmãos Toffoli e que teria Toffoli como beneficiário.
As decisões foram tomadas durante sessão sob a presidência do senador Fabiano Contarato (PT-ES), que conduziu a votação em bloco de requerimentos que não envolviam dados financeiros sigilosos.
O movimento do colegiado ocorre em meio à intensificação das investigações sobre o Banco Master, alvo de apurações no STF e na CPI, que tenta esclarecer possíveis conexões entre instituições financeiras, operações atípicas e estruturas do crime organizado.
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