Por que a imprensa pisa em ovos em relação à morte do jornalista Conrado Corsalette?
Não há a menor dúvida: Conrado Corsalette era um grande jornalista. As reportagens sobre sua morte — ocorrida na quinta-feira, 8 — provam, com base em vários depoimentos, que brilhou em várias redações — no “Estadão”, na “Folha de S. Paulo”, no blog Nexo e, ultimamente, no Poder360.
Os elogios são muitos — de Renata Lo Prete, Fernando Rodrigues, Eliane Cantanhêde, Eduardo Scolese, Fabrício Corsalette (poeta, primo de Conrado), Vera Magalhães e, entre outros, Paulo Werneck. Todos gabaritados e críveis.
Mas não há uma linha — uma palavra — sobre a causa da morte do jornalista. Cuidadosas, as reportagens evitaram, com precisão milimétrica, sugerir ao menos uma pista.
Não se sabe o que ocorreu. Os leitores do Poder360, da “Folha”, de “O Globo” e do “Estadão”, entre outros, ficaram a ver navios.
A imprensa é sempre tão cautelosa assim? Não é. Mas deveria. Tratar a morte de um indivíduo — jornalista ou não — sem estardalhaço tem a ver com ética profissional e, por assim dizer, humanismo.
No Brasil, e não estou dizendo que seja o caso do jornalista — pois não tenho informação a respeito —, a imprensa é quase sempre cautelosa quando se trata de suicídio.
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