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Cenário do agro aponta desafios e oportunidades nos próximos anos em Goiás

O cenário para a agropecuária em Goiás nos próximos anos deve continuar desafiador, exigindo cada vez mais resiliência, profissionalização e adaptação por parte dos produtores rurais. A avaliação é do diretor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Leonnardo Furquim, que detalha os principais entraves e as perspectivas para o setor diante de fatores internos e externos.

“Ser produtor rural, e eu estou como produtor rural também, é literalmente não ter um dia em que você não tenha que olhar para os céus e rezar. Porque todo dia tudo pode acontecer e transformar completamente a nossa produção”, afirma Leonnardo Furquim.

Segundo ele, o produtor convive com uma série de variáveis que impactam diretamente a atividade. “Nós estamos falando de variações climáticas, de preços de itens de produção, de fatores externos como guerras, por exemplo, que interferem no preço do diesel e dos adubos”, explica.

Ele destaca ainda os impactos das mudanças de temperatura no manejo das lavouras e da pecuária. “Nós vamos para outros cenários de variações de temperatura que influenciam no sistema que nós temos de produção: no aspecto de manejo de praga, de doença, da irrigação, se tem que irrigar menos ou se tem que irrigar mais.”

Leonnardo Furquim | Foto: Cilas Gontijo/Jornal Opção

Outro ponto crítico ocorre no momento da colheita. “Você produz bem e, na hora de colher, por exemplo, você tem a chuva, que foi um fator esse ano e foi um desafio enorme. Teve gente querendo colher, mas chovendo, você não consegue colher, e isso compromete, inclusive, a sua janela da segunda safra”, relata.

Diante desse contexto, Furquim reforça o papel da resiliência. “O produtor rural, antes de tudo, ele é um grande cristão: tem uma grande fé em Deus, porque ele precisa, efetivamente, trabalhar a resiliência todos os dias, para conseguir ter sanidade, para conseguir produzir.”

Entre incertezas climáticas e pressões do mercado global, produtores terão que investir em gestão eficiente e inovação para se manter competitivos.

Rastreabilidade, sustentabilidade e gestão

Ao projetar o futuro do setor, o diretor da Faeg aponta três pilares principais. “Rastreabilidade cada vez mais exigida. Então, entender de onde que vem aquela carne, qual foi o sistema de produção, se era de uma área de desmatamento ou não, se aquela soja era de uma área confiável ou não.”

A sustentabilidade também aparece como exigência crescente. “Produção sustentável. Então, é necessário ter a regularidade ambiental, o seu CAR, a sua reserva legal, sua área de preservação permanente… Isso é muito exigido.”

O terceiro ponto é a gestão. “Nós temos que ter todos os custos de produção muito bem calculados, porque você só consegue saber quanto você pode vender, por quanto pode vender, e qual é a rentabilidade que vai ter se tiver um bom conhecimento do seu custo de produção.”

Além disso, ele ressalta a importância das políticas públicas. “Não adianta produzir, mas não ter crédito para o seguro rural, por exemplo, ou não conseguir fazer um financiamento para custeio ou investimento.”

Rastreabilidade do rebanho | Foto: Reprodução

Para Furquim, o cenário atual não permite improvisos. “Hoje, você tem que se profissionalizar efetivamente, entender que a sua atividade é uma empresa, que ela tem que estar totalmente regularizada, que as fiscalizações tributárias, jurídicas, fiscais, contábeis e ambientais vão ser cada vez mais exigentes.”

Ele faz um alerta direto. “Caso contrário, ele vai ficar alijado, vai ficar afastado, isolado do processo de produção, e não vai conseguir mais se sustentar na atividade.”

Desafio da sucessão familiar

Outro ponto abordado é a sucessão familiar no campo, considerada um dos principais gargalos do setor. Furquim relembra o distanciamento histórico entre gerações.

“Ou você estudava ou ficava na roça. E você ia para a roça para fazer serviço braçal, manejar gado. Isso traumatizava a geração. Você pensava: ‘eu não quero isso para a minha vida’.”

Segundo ele, a falta de planejamento no passado criou um vazio entre gerações. “Criou-se uma vala entre gerações que estão finalizando sua capacidade produtiva e gerações que não querem saber daquilo.”

Para enfrentar o problema, a Faeg criou, em 2019, o programa Faeg Jovem. “Trabalhar com jovens a sucessão no campo. Mostrar para ele que o campo tem tecnologia, tem gestão, tem como você ser sustentável e tem como comercializar melhor.”

A estratégia tem dado resultados. “Hoje nós temos 198 grupos de Faeg Jovem no Estado e estamos trabalhando com cerca de 2.500 jovens.”

Programa Faeg Jovens | Foto: Reprodução

Tecnologia e ESG atraem nova geração

De acordo com Furquim, a chave para atrair os jovens está na modernização da atividade. “Você falar com o jovem: ‘vamos capinar pasto’, isso não atrai. Agora, você fala: ‘vamos usar drone, fazer mapeamento, aplicar herbicida com tecnologia’, isso muda completamente o cenário.”

Ele destaca ainda o papel das redes sociais e da comunicação. “O jovem gosta de mostrar o que está fazendo, criar conteúdo, valorizar a atividade, até pensar em turismo rural.”

Além disso, temas ligados ao ESG ganham relevância. “Os jovens têm muita preocupação com responsabilidade ambiental, social e de governança. Se você não se preocupar com isso, acaba os afastando da atividade.”

A sigla ESG vem do inglês “Environmental, Social and Governance”, que significa “Ambiental, Social e Governança”. Esse conceito representa um conjunto de práticas adotadas por empresas para garantir que suas operações sejam sustentáveis e socialmente responsáveis.

Essa mudança também impacta as famílias. “O filho não vai continuar na atividade só porque é filho. Se não estiver de acordo com o propósito de vida dele, ele não vai continuar.”

Por outro lado, quando há investimento em inovação, os resultados aparecem. “Quando a família melhora a gestão, melhora a inovação e os filhos relatam: ‘agora nós imaginamos o nosso futuro aqui’. Antes, a perspectiva era de saída.”

Para Furquim, o caminho está claro. “Tecnologia, comunicação e responsabilidade ESG fazem com que as novas gerações fiquem e enxerguem o campo como um bom negócio.”

Tecnologia no campo | Foto: Reprodução

SEAPA quer ampliar mercados para o agro goiano

Nomeado pelo governador Daniel Vilela (MDB, o novo secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), Ademar Leal, afirma que a principal missão à frente da pasta é fortalecer a interlocução entre o setor público e o produtivo, garantindo avanços para o agronegócio no Estado. Em entrevista ao Jornal Opção, ele também traça um panorama das perspectivas para a agropecuária, fala sobre inovação, mercado internacional e destaca a importância da sucessão familiar no campo.

Zootecnista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), o secretário construiu toda a carreira na área de nutrição animal. “Toda a minha vida profissional foi dedicada à nutrição animal. Tenho uma indústria de nutrição animal, a Campo Nutrição Animal, e atuei em entidades do setor. Fui presidente da ABRAN, que é a Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais”, afirma.

Natural de Goiás, com raízes em Jandaia, ele também é produtor rural e destaca um perfil voltado à gestão prática. “Sou muito ligado, orientado a negócios. Tudo que eu penso é praticidade e objetividade, com ética e reputação. Honestidade não é uma diferenciação, é uma obrigação”, ressalta.

Ademar Leal, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Goiás | Foto: Acervo pessoal

Agro como pilar da economia

Segundo o secretário, a agropecuária segue como principal setor da economia goiana e deve continuar no centro das políticas públicas. “A minha missão é promover avanços e ser uma ponte de ligação entre o setor público e o setor produtivo. A agricultura e a pecuária em Goiás são o principal setor da nossa economia”, afirma.

Ele destaca que a atuação da Seapa, em conjunto com órgãos como Emater e Agrodefesa, tem priorizado políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do campo. “O apoio ao mini, pequeno e médio produtor rural foi e continuará sendo um dos principais pontos da Secretaria. O grande produtor já está muito profissionalizado e depende cada vez menos do governo. Então, nossa função é apoiar quem precisa e não atrapalhar quem não precisa”, pontua.

Continuidade de programas e investimentos

Ademar Leal garante a manutenção dos programas já existentes e destaca a amplitude das ações. “Nós manteremos todos os programas. Temos Mecaniza Goiás, Programas de Aquisição de Alimentos, Goiás Social, Crédito Social, FCO, entre outros. São inúmeros programas que impactam positivamente a vida dos produtores”, afirma.

Ele também ressalta investimentos estruturais realizados nos últimos anos. “Nos últimos mandatos do governador Ronaldo Caiado (PSD) foram cedidas às prefeituras mais de 700 máquinas. Praticamente todos os municípios foram contemplados. Essas máquinas são de uso exclusivo do setor rural”, diz.

Colheita de soja em Goiás | Foto: Reprodução

Tecnologia e inovação no campo

A modernização tecnológica é apontada como um dos pilares da gestão. “A Emater vem fazendo um trabalho muito bem-feito na extensão rural e vai continuar. A inovação será tanto para o campo quanto para a gestão”, explica.

Entre as iniciativas, o secretário destaca a Plataforma Aroeira, plataforma pública com dados do setor. “A plataforma Aroeira reúne todos os indicadores agropecuários do Estado. Temos informações sobre rebanho, produção de leite, grãos, suínos, aves, entre outros. É uma ferramenta importante para produtores, técnicos e empresas”, afirma.

Cenário internacional e novos mercados

Sobre o contexto global, Ademar Leal avalia que o setor enfrenta um ambiente de instabilidade. “O cenário mundial é de muita volatilidade, com guerras, tarifas e mudanças comerciais. Isso foge do alcance do Brasil e, principalmente, de uma secretaria estadual”, afirma.

Como estratégia, ele defende a preparação dos produtores e a ampliação de mercados. “O que podemos fazer é preparar melhor os produtores, com tecnologia, capacitação e gestão eficiente. Além disso, vamos trabalhar na abertura de novos mercados para os produtos goianos”, destaca.

Entre os mercados em potencial, ele cita países como Canadá, Venezuela, nações africanas, além de negociações com União Europeia e países asiáticos.

Tecnoshow como vitrine tecnológica

O secretário também enfatiza a importância da Tecnoshow Comigo para o setor. “A Tecnoshow é a nossa vitrine tecnológica. É o ponto de encontro das novas tecnologias, máquinas, equipamentos e soluções para o agro”, afirma.

Segundo ele, a feira contribui para a modernização do setor e para a disseminação de inovação entre produtores de todos os portes.

Segunda maior feira de tecnologia no campo | Foto: Johnny Augusto

Espaço para pequenos produtores

Ademar Leal rebate a ideia de que pequenos produtores estão perdendo espaço. “Eu discordo totalmente que esse produtor não tenha espaço. Muito pelo contrário. A Seapa trabalha diariamente para apoiar o micro, pequeno e médio produtor rural”, afirma.

Ele destaca ações como crédito rural, capacitação e programas de incentivo. “São centenas de cursos em áreas como apicultura, fruticultura e turismo rural. Temos também programas de aquisição de alimentos e apoio à agroindústria”, diz.

No entanto, reforça a necessidade de profissionalização. “O mercado mudou. Todos, independentemente do tamanho, precisam se profissionalizar. O sucesso está ligado à forma de gestão”, avalia.

Sucessão familiar no campo

A sucessão familiar é apontada como um dos principais desafios do agronegócio brasileiro. “Esse é um ponto muito sensível. Estamos vivendo a transição da segunda para a terceira geração no campo”, explica.

Segundo ele, a continuidade das atividades depende diretamente da gestão das propriedades. “Se a propriedade for bem administrada e lucrativa, o filho vai querer ficar. Caso contrário, haverá êxodo”, afirma.

A Seapa, por meio da Emater, atua na orientação dos produtores. “Temos programas de capacitação voltados para esse processo. Tudo passa pela profissionalização”, reforça.

Da chegada ao Centro-Oeste à consolidação no agro em Rio Verde

O agropecuarista Cassio Bellintani Iplinsky, de Rio Verde, relembra a trajetória da família no campo, iniciada ainda na década de 1970, quando o pai deixou o interior de São Paulo para investir em terras no Centro-Oeste.

“Somos oriundos de Catanduva, em São Paulo. O nosso pai veio para cá em 71, quando adquiriu a propriedade aqui, e em 86 ele montou a usina. Então já faz 40 anos que nós estamos bem radicados”, contou.

Segundo ele, o início foi marcado por desafios em uma região ainda em formação produtiva. “Foi desbravador. Veio há 53 anos e ajudou a abrir o Centro-Oeste. Aqui era uma região destinada à pecuária, muito diferente do que é hoje”, disse.

Cassio explica que a decisão de migrar para Goiás foi técnica e estratégica. “Ele era geólogo e olhou o tipo de terra, a região, gostou da cidade, viu um horizonte para frente e arriscou.”

Cassio Bellintani Iplinsky | Foto: Cilas Gontijo/Jornal Opção

Perspectivas do negócio: expansão, inovação e diversificação

Atualmente, a família atua em diferentes frentes do agronegócio, com produção agrícola e industrialização. “Sabemos que o cenário tanto nacional quanto internacional não é dos melhores, mas o trabalhador do campo é de muita fé e acredita que Deus sempre ajuda aquele que trabalha”, destaca.

“Trabalhamos com cana-de-açúcar, soja e pecuária. É bem diversificado. Fazíamos metanol de milho também dentro da usina”, explicou. A estrutura produtiva inclui a Usina Rio Verde, referência regional no setor.

Cassio destaca que o crescimento foi construído com trabalho e inovação ao longo dos anos. “Hoje aumentou consideravelmente as terras. Não foi fácil conseguir tudo isso, foi com muita luta e trabalho”, afirmou.

Ele ressalta que a inovação sempre esteve presente na condução do negócio familiar. “Eu e meus irmãos temos esse DNA. Sempre procuramos fazer coisas novas, ser inovadores. Somos a única usina da região e fomos os primeiros em Goiás a fazer etanol de milho”, destacou.

A busca por novos produtos e soluções segue como estratégia.

“Estamos buscando novas oportunidades dentro da usina, diversificando mais produtos. Tem que fazer um esforço e ir para ali. O mérito vem através do trabalho”, disse.

Sobre o setor, ele reconhece os desafios constantes enfrentados pelo produtor rural. “A empresa rural é muito desafiadora. Tem que estar sempre inovando, buscando alternativas. Existem muitas mudanças, não só de clima, mas de política e contexto global”, afirmou.

Trajetória construída no campo

Com mais de quatro décadas de atuação no agro, o produtor rural José Ferreira Borges Jr., de 64 anos, avalia os desafios atuais do setor e destaca o processo de sucessão familiar como caminho para a continuidade dos negócios.

José Ferreira Borges Jr e família | Foto: Cilas Gontijo/Jornal Opção

Com propriedade no município de Porteirão e atuação também no Tocantins, José Ferreira Borges Jr. consolidou sua trajetória conciliando pecuária e agricultura — atividade que hoje predomina na produção.

“Eu sou filho de pecuarista e fui pecuarista. Mas a agricultura surgiu como uma oportunidade depois que me casei, abracei e gostei. Hoje, praticamente 100% da área é agrícola, com alguma terminação”, afirma.

Ao longo dos 40 anos de experiência, ele destaca a importância da atividade para a formação da família. “Eu aprendi muito com a agricultura. A educação dos filhos e a construção do patrimônio foram na base dela. Tivemos altos e baixos, com produtividade e preços variando, mas sempre seguimos”, diz.

Desafios do cenário atual

Apesar da trajetória consolidada, o produtor avalia que o momento é mais desafiador para o setor.

“Hoje está mais difícil. A tributação é muito pesada, há muitas exigências ambientais, trabalhistas e fiscais. O produtor acaba tendo que se preocupar mais em se proteger do que em produzir”, pontua. “O maior inimigo do produtor é a tributação. Isso consome o lucro e tira o foco do trabalho.”

Outro ponto destacado é a necessidade de adaptação à gestão administrativa. “Fui criado para trabalhar no campo, não para administrar. Aprendi isso com o tempo, com cursos e na prática”, explica. Ele destaca que os filhos estão sendo preparados para este novo cenário.

Governo reforça diálogo com nova geração de produtores

Em pronunciamento ao anunciar novos nomes para o secretariado, o governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), destacou a necessidade de aproximar a gestão estadual do setor produtivo, com ênfase no agronegócio, considerado um dos principais pilares da economia goiana.

Daniel Vilela, governador de Goiás | Foto: Divulgação/Secom

Segundo ele, a proposta é fortalecer o diálogo com diferentes perfis de produtores rurais, incluindo as novas gerações do campo, ampliando a interlocução com o setor.

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