Uso excessivo de fones de ouvido afeta audição e comportamento de jovens, apontam estudos
O uso contínuo de fones de ouvido tem provocado impactos que vão além da audição e já acendem alerta entre especialistas. A exposição prolongada a estímulos sonoros intensos pode afetar o funcionamento do cérebro e influenciar comportamento, concentração e saúde mental de jovens.
Pesquisas indicam que ouvir música em volume elevado por longos períodos pode causar danos aos neurônios responsáveis pela audição. Além disso, o estímulo constante ativa áreas cerebrais ligadas à liberação de dopamina, associada à sensação de prazer, o que pode criar um padrão de dependência sonora.
Estudos também apontam que jovens que utilizam fones por mais de três horas diárias tendem a apresentar dificuldade de concentração e variações de humor, associadas à sobrecarga de estímulos.
Riscos vão além da audição
Segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde, o limite seguro de exposição sonora é de até 85 decibéis. No entanto, muitos dispositivos ultrapassam esse nível, o que pode comprometer não apenas a audição, mas também a forma como o cérebro responde a estímulos.
Com o tempo, o organismo pode se acostumar a volumes elevados, reduzindo a sensibilidade a sons naturais e dificultando momentos de descanso mental e silêncio.
Especialistas alertam que o isolamento provocado pelo uso frequente de fones também pode impactar aspectos emocionais e sociais, como atenção, empatia e interação interpessoal.
Sinais de alerta
Entre os sintomas mais comuns associados ao uso excessivo estão:
- zumbido persistente nos ouvidos;
- dificuldade de concentração;
- irritabilidade;
- dores de cabeça;
- ansiedade ao ficar sem estímulos sonoros.
Esses sinais indicam possível sobrecarga do sistema auditivo e do funcionamento neurológico.
Uso consciente é recomendado
A principal orientação é adotar limites no uso. Uma das recomendações mais difundidas é a regra 60/60: utilizar os fones em até 60% do volume máximo por, no máximo, 60 minutos seguidos.
Outras medidas incluem fazer pausas regulares, optar por fones com cancelamento de ruído, que reduzem a necessidade de volumes altos, e priorizar ambientes mais silenciosos.
Especialistas apontam que o uso equilibrado é essencial, especialmente entre crianças e adolescentes, já que a exposição contínua pode influenciar padrões cognitivos e emocionais ao longo do desenvolvimento.
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