Goiano Pablo Marçal é proibido de visitar bares, boates e casas de prostituição após acordo sobre processo eleitoral
O goiano Pablo Marçal não poderá frequentar bares, boates e casas de prostituição devido ao acordo firmado pela juíza Marian Elizabeth de Oliveira Bortoloto, da 386ª Zona Eleitoral de Barueri no âmbito da ação penal eleitoral que foi movida contra o empresário pelo ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (Psol). A homologação ocorreu nesta segunda-feira, 23, pela Justiça Eleitoral.
A ação foi movida como resposta à divulgação de um laudo médico falso às vésperas do primeiro turno das eleições municipais de 2024. Marçal exibiu um papel, nas suas redes sociais, onde afirmava que Boulos havia consumido cocaína, além das diversas insinuações de que o adversário era usuário de drogas. Perícias constataram que o documento levava a assinatura de um médico já falecido e da filha dele, que nunca atuou na clínica descrita no falso laudo e nem realizado atendimentos na área de dependência química.
No meio do ano passado, o Ministério Público Eleitoral denunciou Marçal por difamação e falsificação de documento. Além dele, foram formalmente acusados Tassio Botelho, advogado do empresário, e Luiz Teixeira da Silva Júnior, que é proprietário da clínica que teria emitido o laudo falso.
Marçal e o advogado aceitaram a suspensão condicional do processo. Apesar disso, os acusados destacaram que a adesão ao acordo não configura confissão de culpa.
Além de não poder ir nos lugares citados no início da matéria, Marçal e o advogado deverão cumprir uma série de medidas durante dois anos, entre eles:
- comparecimento pessoal e obrigatório em juízo, com início em 13 de março de 2026;
- proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial e obrigação de manter endereço atualizado;
- pagamento de prestação pecuniária mínima de R$ 5 mil por acusado, destinada à entidade Comunidade Terapêutica Acolhedora Filhos da Luz.[
Em caso de descumprimento, pode-se haver a revogação do benefício e à retomada imediata do processo criminal.
Luiz Teixeira recusou a proposta do Ministério Público. Com isso, a ação penal continuará normalmente em relação a ele e já há um interrogatório virtual marcado pela Justiça.
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