Preso por desvio de R$ 6,32 bilhões participou da gestão de Marconi Perillo
Apontado como um dos principais envolvidos em um esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes ocupou cargo na administração estadual durante o terceiro mandato de Marconi Perillo (PSDB), em Goiás. Ele foi nomeado, em fevereiro de 2012, para a diretoria Comercial da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego), função que exerceu até 2014.
Preso desde setembro do ano passado, o empresário é investigado por liderar um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões, sem autorização dos beneficiários.
A nomeação ocorreu no contexto do contrato firmado pelo governo estadual com a Cruz Vermelha Brasileira, que assumiu a gestão da Iquego com a justificativa de reestruturar financeiramente a estatal. À época, a empresa acumulava dívidas estimadas em R$ 58 milhões.
A Iquego voltou a aparecer nas investigações após surgir em documentos e depoimentos reunidos pela Polícia Federal. Reportagens de veículos nacionais indicam que, anos depois de deixar o cargo, Antônio Carlos teria buscado intermediar parcerias envolvendo contratos nas áreas de canabidiol e nutrição infantil, conforme relatos de ex-funcionários e mensagens atribuídas ao investigado.
De acordo com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), o esquema no INSS teria desviado cerca de R$ 6,32 bilhões desde 2019, atingindo mais de 4 milhões de aposentados e pensionistas. Os valores eram retirados por meio de descontos feitos por entidades conveniadas ao INSS, que ofereciam serviços como planos de saúde, assessoria jurídica e convênios diversos.
A defesa de Antônio Carlos não se manifestou sobre a passagem dele pela Iquego até o fechamento desta edição.
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