Motorista de aplicativo de Goiânia relata absolvição após cinco anos de processo por crime que não cometeu
O influenciador e motorista de aplicativo Antonio Neto usou seu perfil no Instagram para compartilhar um testemunho emocionante sobre um episódio que marcou sua vida nos últimos cinco anos. Em um vídeo publicado no fim de 2025, Neto relembrou que quase foi condenado a 20 anos de prisão por um crime que afirma não ter cometido e celebrou sua absolvição em um processo que se arrastou desde 2020.
Segundo o relato, em 2020, durante a pandemia, Antonio trabalhava como motorista de aplicativo em Goiânia. Naquele dia, aceitou uma corrida particular, prática comum entre motoristas por garantir maior remuneração. O acordo foi de R$ 50 para levar o passageiro até o destino combinado. Ao chegar ao local, o cliente pediu para buscar o dinheiro e retornou minutos depois armado, ordenando que Neto acelerasse o carro sob a justificativa de que estavam sendo perseguidos.
Pelo retrovisor, o motorista percebeu um HB20 branco seguindo o veículo. O passageiro, com a arma apontada para ele, disparou contra o carro que os acompanhava. Segundo Neto, esse tiro mudaria sua vida: “Esse disparo ferrou com a minha vida por cinco anos”, disse.
Pouco depois, o carro de Antonio foi cercado por quatro ou cinco viaturas policiais. Ao se identificar como motorista de aplicativo, ouviu de um sargento: “Então você vai junto como cúmplice”. Apesar de não possuir antecedentes criminais, estar matriculado em uma faculdade e comprovar que trabalhava desde as quatro da manhã, foi levado à Central de Flagrantes. Em razão da pandemia, não teve direito à audiência de custódia e acabou preso.
Neto passou três dias na cadeia, dividindo a cela com o passageiro, que havia tentado assaltar um estabelecimento antes de entrar em seu carro. O disparo efetuado pelo homem qualificou o caso como tentativa de latrocínio, crime considerado gravíssimo pela legislação brasileira, com penas severas.
Ao longo dos cinco anos seguintes, Antonio enfrentou o processo judicial. Ele destacou o papel fundamental dos advogados Felipe Galindo e Carlos Ernesto, além do apoio incondicional da família, especialmente da mãe. “Toda a minha família abraçou a causa porque todos conhecem a minha índole”, afirmou.
Em 2025, finalmente, o caso chegou ao fim. As vítimas do ataque testemunharam em favor de Neto, reconhecendo que ele não teve qualquer envolvimento com o crime. O motorista foi absolvido, encerrando um período marcado por incertezas e sofrimento.
No vídeo, Antonio Neto atribuiu a absolvição à fé. “Deus existe e Ele vai ser glorificado aqui nesse vídeo”, declarou. Para ele, o cuidado divino se manifestou na chegada dos advogados certos, no apoio da família e no reconhecimento das vítimas durante o julgamento.
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