Dia desses, nosso divertido e imortalíssimo Ruy Castro elencou
em uma de suas crônicas algumas "bobagens" lidas e ouvidas na imprensa, que seriam parte de um acervo de um amigo seu. Intitulada "O massacre ao escrever ou falar", a crônica teve na sua chamada, se bem me lembro, uma expressão que sugeria que o autor fosse abordar formas de "maltratar a língua portuguesa". Um de seus leitores indagou: "Em qual planeta erros factuais são erros de/uma forma de maltratar a língua portuguesa?". É verdade, nada a ver uma coisa com a outra. O que me chama a atenção, no entanto, não é nem o compilado do Ruy nem essa observação do leitor, mas a quantidade de pessoas que abriram seus baús e acrescentaram, nos comentários, ou expressões confusas, a exemplo de "uso campeão" no lugar de "usucapião", ou as mais diversas questões linguísticas que, sim, as incomodam.
Quem tenha a paciência de ler a centena de comentários suscitados pela crônica obterá um material muito interessante. Há queixas sobre erros gramaticais recorrentes, traduções incorretas, estrangeirismos postiços, gírias, cacófatos e, inclusive, sobre a falta de revisor ou sobre as supostas "falhas da equipe de revisão" do jornal. Há também, embora em número reduzido, aqueles que não viram graça nenhuma nessa crônica, que, aliás, seria até um pouco antipática.
Leia mais (07/10/2025 - 11h30)