Champô de bebé para a República cansada
O Almirante não é o rosto de um novo centro político. É o rosto de um centro emocional. Representa a vontade coletiva de que alguém tome conta disto sem levantar pó, sem fazer grandes perguntas, sem aborrecer demasiado. É o centro destilado. E é por isso que, enquanto os partidos tradicionais se esfarelam, Gouveia e Melo sobe. O Chega cresce pela raiva. O Almirante, pelo alívio. São respostas opostas à mesma falência: a de um regime que deixou de representar. Ambos são produto do mesmo impasse, duas faces da mesma anemia