Algumas semanas depois que eu nasci,
em 1975, nevou em Curitiba. Meu pai se orgulha de contar que pegou a sua picolina, embalada em um roupinha de lã, e colocou-a junto à janela: quem sabe um dia seus olhos miúdos se lembrassem do branco lá fora. Depois, ele me deixou no berço, correu pelo jardim e fez um boneco de neve que hoje desbota em uma velha fotografia.
Leia mais (05/23/2026 - 23h00)